Faça você mesmo e se não souber, aprenda 😉


Aproveito uma incrível alergia regada a umidade e frio para atualizar o blog. Tudo está um pouco devagar, mas têm sido bom curtir o processo. Ainda não decidi como será a cama da minha casa box, se suspensa ou de pallets, o espaço é tão pequeno que tenho medo que a suspensa não dê lugar para nada embaixo. O custo é mais ou menos o mesmo, mas a de pallets eu mesma faria, o que daria um sabor diferente. Minhas roupas acomodei em uma prateleira que comprei de um senhor por 50 reais, enquanto não tenho habilidade suficiente para fazer a minha própria. No final de semana resolvemos ir para chácara levar alguns lençóis e livros que me seriam úteis por lá e acabei levando alguns enfeites, que ninguém é de ferro, mas que no final deram um toque importante e acolhedor na casa, já que esta era da minha mãe e não tinha nenhum pertence com a minha cara, apesar de estar tudo bem arrumado e bonito. Domingo de sol tomei coragem e abri o galpão, com tábuas caídas, muito pó, ninhos de pardais e...ferramentas. Preguei meu primeiro banco e consertei um machado antigo e me deliciei em saber que tenho DUAS furadeiras prontas para uso (ah, o acúmulo, viram como é difícil?). O mais empolgante foi juntar madeiras podres, poeira, ninhos e sujeira e, eu mesma, dar cabo de tudo. Como já disse meu sogro, não há o que não se possa fazer, querendo fazer. Eu sempre olhava reparos e limpezas a serem feitas e já pensava em contratar, um dia, alguém, e este dia não chegava nunca e eu acabava frustrada e triste por ver as coisas estragadas se estragando mais. Colocar a mão na massa, portanto, foi muito bom. Meu namorado também, conseguiu lenha para nosso fogo e ele mesmo com machado juntou e empilhou uma boa reserva para nossos próximos dias lá. Estávamos exaustos, sujos e felizes. 
Quando voltei para a cidade, miraculosamente, encontrei outro grupo de interessadas em marcenaria, e marcamos uma tarde para caixas, meditação e serras elétricas. Contatei também uma antiga e talentosa amiga que, pasmem, sabe até de elétrica e coordena uma hospedaria da bicicleta, onde pret do passar uns dias para aprender.  Li também sobre as casas de bambu do Cauac e do super lendário Rodrigo Primavera, de Santa Catarina, não havia me lembrado dessas alternativas, madeira com bambu, mas agora ela está aí, como mais uma possibilidade de construção e aprendizado. O Peu, do Amoreza, em uma conversa me deu preciosas dicas de telhado e madeira, e guardei-as com carinho, o brasilit não era e virou uma boa opção. E por último meu vizinho da Chácara, Seu Emílio, me alegrou dizendo que há em Santa Vitória quem trabalhe com telhados Santa Fé e que as antigas bolantas ainda são fabricadas em Santa Vitória. Mientras estudo tudo isso, moro na minha casa box alugada, onde espero todos para um mate, tenho dito. Bons ventos a todos e vou me despedindo, gripada, por aqui. 


Outro presente pra casa nova, da minha querida Tia Mila! 
Simplicidade e aconchego: isso eu aprendi com a minha mãe (Curral Alto, Chácara)
Camas de pallets, ótima alternativa

Ótima dica da querida Blé Binatti, da Hospedaria da Bicicleta, pra arrumar minhas ferramentinhas






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