Teceiros dias


Pra todo mundo que soube ou leu, a vida segue, e a minha também. Mas de maneira impressionante, tudo flui para nossos objetivos quando estamos na direção certa. E como uma amiga maravilhosa me disse, quando estamos com medo, é porque aí estaremos bem. Então hoje acordei cedo para dar aula, começo às 7h e consegui correr ao meio dia, conversando só sobre isso, claro. Trabalhei toda a tarde e acho que também conversei sobre isso, aluno por aluno, como seria, pra quem vender isso e aquilo, que o ponto era ótimo e que eu iria vender meus móveis e a maior parte dos meus pertences, inclusive um bote inflável. Sim, eu tenho um bote inflável, 4 remos e uma cama de montar. Busquei a chave a tarde e marquei com uma moça que faz limpeza para a limpeza pesada, já que mesmo tendo poucos metros quadrados e uma peça só, ela está há uns bons anos parada e eu sou muito desajeitada para vidros e paredes. Então busquei várias caixas e passei o dia respondendo anúncios da OLX, mas quando cheguei em casa quase dez horas da noite, deu uma nostalgia boba e parei pra pensar como algo tão simples, mudar de casa pode envolver tanta coisa dentro e ao redor da gente. Geralmente eu nem paro pra pensar nessas coisas, vou seguindo como se estivesse numa esteira rolante, mas resolvi me permitir, que também é o objetivo de tudo isso, analisar. E claro, muito ruim, percebi os momentos que tive na minha sala, os livros, as roupas, de novo as roupas, e começou aquela canseira danada, e sentimentos, ah, isso eu TENHO que levar. Já no outro dia acordei exausta, dormi pouco e de maneira agitada, e depois da aula fui entregar minha torradeira. O medo segue, e só vai acalmar quando eu concluir tudo, mas aprender a paciência vai ser importante também. Eu quero sair dessa experiência mais leve, deixando tudo para trás e realmente de olho em um RECOMEÇO, mas é difícil pra quem olha de fora entender ( que é que tem vender alguns móveis?): são recordações de viagens, de pessoas, coisas que me fiz acreditar que 'um dia eu irei precisar', e colocar tudo numa caixa e virar as costas parece que não mas é complicado. Se tudo isso sumisse seria mais fácil, mas sei que vou perder alguns dias nessa tarefa física e psicologicamente árdua. Mas deixando o drama para trás, eu tenho lido muita coisa legal sobre o assunto, e para quem não conhece, e os amigos têm me perguntado, o que é Casa Box? Ou o que é o Projeto 100 itens? Casa box é o apelido que dei a minha casa porque ela é do formato de uma caixa, uma peça e banheiro, que hoje vi, é minúsculo, mas tenho um pátio amplo e tudo mais que eu preciso, ótima localização inclusive. Como eu disse no outro post, a decisão de reduzirmos itens de nossa casa, como roupas e coisas que não usamos, abre espaço para prosperarmos em outras áreas da nossa vida, faz a energia fluir, e permite foco no que realmente importa, que vai variar enormemente de indivíduo para indivíduo, o que para um é essencial para outro é futilidade, um pode ter um barco e morar numa garagem, ter piscina, mas não ter roupas, ou ter um carro bom e uma casa pequena, e cada um sabe de si, suas necessidades e alegrias e descobrir isso penso ser a grande sacada, a eureka da vida, o santo graal. O que será que me motiva, me faz sorrir, me faz sair pra trabalhar todos os dias, me relaxa ou me faz sofrer? Parece barbada, mas sei de miles de gente, inclusive eu, que não se conhece, não sabe nem que música prefere ou como prefere seus ovos no café da manhã. É um aprendizado diário, um olhar pra dentro, e como diz a Monja Coen, dói demais mas cura. 
Sigo então por aqui, comemorando, tremendo, reduzindo.
Minha primeira venda!!

Companheiro inseparável! 

Comentários

Anônimo disse…
Hahahha pela quantidade de cuias, vc eatava mesmo precisando de uma sessão desapego hehhehe... estou numa fase semelhante, depois te escrevo!!! Bjoooo.. Lisa.

Postagens mais visitadas