Pacata vida

Pra quem ama o mundo outdoor é bem difícil uma vida mais tranquila. Mas também é maravilhoso ver as coisas tomando rumo, se organizando, os projetos tomando forma e uma perspectiva de realizar coisas maiores não é mais algo de outro mundo. Claro que acompanhar um monte de gente viajando, casal que saiu em ano sabático, amiga que se mudou pra praia e os amigos escalando em um local diferente a cada feriado ou final de semana é por vezes difícil e nos questionamos, caramba, como esse povo consegue, e lembra que um ano atrás era você que escutava essa pergunta: Como é que você consegue? ao postar fotos nas redes sociais de suas viagens, cursos e dias de um lado pro outro. Mas a vida real é mais embaixo, com um bloco de contas pra pagar, com aspirações de ser algo na vida, contribuir e ainda ou principalmente, pagar todas essas viagens e aventuras. Custou muito até eu perceber que o dinheiro tinha que sair de algum lugar e que eu precisava ser a dona da minha vida de uma vez por todas. Está custando ainda, estou tentando me planejar, me organizar, revendo erros, reforçando e acreditando nas minhas habilidades e, principalmente, pensando aonde quero chegar, talvez a parte mais difícil. Mas o melhor da vida é essa eterna chance de recomeço. Sempre, sempre há um caminho pra se chegar na felicidade, e o melhor, mesmo que as vezes doa ou dê um trabalho danado, é o caminhar, o descobrir. O sair da inércia também dói, o se motivar, o arregaçar as mangas, o ter confiança em si mesmo, o seguir em frente. Mas pra isso a gente tem os melhores amigos, a família, o amor, os de fé, os do coração, cheios de encorajamento, conselhos e soluções  pra um empurrãozinho. E desse jeito, a gente vai onde nem imagina.



 



De cabelos curtinhos, com a família, com os alunos e ajeitando meu cantinho das aulas, com Roger curtindo a chácara e o mate dos estudos.

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