Hiper adobe e vivências

Eu ando pelo mundo, prestando atenção em cores que eu não sei o nome, cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores.
Que eu me lembre é assim a música da gaúcha Adriana Calcanhoto, e cantarolando penso, como é bom termos curiosidade pra daí ter inúmeras vivências, alegrias e aprendizados. O ser humano é curioso mas teima em ter medo do novo. Daí surgem os desrespeitos, as brigas, as acusações e o "o meu é certo, o teu é errado" "como pode ser isso" "como pode o outro". Quando a gente não se abre pro outro, pro resto do mundo, a mente fechada rechaça o novo. Pra nós então, surge o inimigo, o desigual, o ridículo. Corre pra internet pra xingar, pra desmedir, criticar, destilar, venenos, opiniões contrárias, ódio e desamor. Minha cabecinha anda pensando muito nisso, e, coincidência ou não, no sábado visitei, mais uma vez, um sítio cheio de amor, natureza e sustentabilidade e desconhecido por muitos, o Amoreza, em Morro Redondo, RS. Com projetos incríveis de permacultura, hortas urbanas, orgânicos, bioconstrução, o Amoreza é um propriedade cheia de coisas boas e pessoas maravilhosas. Música, palestras e muito trabalho, permeiam os dias dos cerca de dez moradores do pedaço de paraíso. 
Cultivar o respeito ao próximo pra mim tem se mostrado importante na minha busca. O que vejo é uma enorme mudança do mundo, pessoas mudando de opção sexual, de opinião, de vida, de trabalho, de cultura. Como julgar, criticar e analisar a vida do outro? E pra quê? O mais correto não seria um apoio mútuo e um entendimento, cada um no seu caminho, escolhas e buscas e arcando com as consequências? ..eu sei, é enormemente utópico meu ponto de vista, mas tenho tentado escolher a paz de cuidar da minha própria vida e somente entender e tentar me abster da vida de outrém. Muitas vezes é difícil, a gente olha, se espelha no outro, e critica, se angustia...aí eu vejo: a única saída é viver...conhecer o outro lado, se colocar no lugar, vivenciar coisas novas, aceitar... pra só então ter uma opinião. 

Meus dias também têm sido um ó tão grande de coisas boas, se reclamar, meu pai, caía um raio na minha cabeça. Gente bonita e lindezas de todo lado, é energia boa puxando energia boa e coisas ruins naturalmente se indo...e virando aprendizado. Mudança de casa de novo, trabalhos a mil, amizades novas me levando pra lugares bons e me acompanhando nesse eterno viver bem, viagens, é até visitas programadas de loooongeeee...tantos projetos pra terminar e começar, e a gente sorri e se esconde na cama um dia, chora no colo no outro, e resolve ser feliz e pronto. Sorte na vida, no jogo e no amor e montanhas de felicidades pra todos nós. Namaskar!



Observando os trabalhos do sítio,construção em Hiper adobe

Já entardecer, mas ainda aproveitando a energia, segue o baile


A técnica de hiper adobe aproveita, em sacos de polipropileno por exemplo, uma mistura areia+argila+barro, moldados no próprio local em processo bem artesanal, através de pistões de madeira e mão de obra bem alegre

O segredo é formar grupos de trabalho, onde todo mundo ajuda, como formiguinhas, aliviando e ajudando os demais. As vantagens dessa técnica de construção é sua rapidez, tanto na capacitação de mão de obra, quanto na execução do processo, a grande resistência do material, conforto térmico e acústico, e principalmente, o custo baixo.

Um enche o balde com o solo, o outro alcança pra cima, o outro enche os sacos de polipropileno. O processo tem várias demandas, mas é simples, prático, rápido e sustentável, já que pode se usar vários tipos de solo.

Consegui ajudar e praticar momentos somente, mas o entardecer, o participar já valeram muito a pena.

A energia, a amizade, liderança, boa vontade e conhecimentos do Pedro e de toda a turma me impressionaram e me deixaram uma nova lembrança e impressão desses momentinhos maravilhosos. Me tocou a verdadeira permacultura, bionconstrução e arte. Pra sempre e pra toda vida.

Colocando a mão na massa com o Gustavo.

Cauê, Di e Peu. Muito, muito amor.

Como não terminar esse dia escalando, e escalando muito? Corri com meu novo parceiro de escalada pra Pedreira. Será a energia do entardecer do dia anterior, ou a lindeza dos novos amigos, ou ainda as risadas boas, mates coloridos e aprendizados?
Ou as práticas de Yoga? Ou a academia e corridas diligentemente praticadas durante a semana? Ou somente o coração a milhões? Ou tudo isso puxando meus limites?
sei não, sô...


NAMASKAR E BOAS ESCALADAS

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