Diário de viagem: Minas e São Paulo

PARTE I
Quem acredita em anjo?

Já há alguns dias longe de casa, hoje tirei o dia para descansar corpo e mente, mas principalmente corpo, já que estou muito, muito cansada. Saí para Caxias do Sul, minha formação em Yoga, em seguida estiquei uns dias em São Leopoldo, para pegarmos o avião para São Paulo. Saímos bem cedinho, e conseguimos ir até a rodoviária e viajar para São Bento de Sapucaí. O dia inteiro viajando, num frio de matar. Ainda no Rio Grande do Sul, a tal da sensação térmica já havia me castigado bastante, nem escalamos, nem saímos, nada, um frio abaixo de zero. Mas no segundo dia em São Bento a situação já tinha melhorado um pouquinho, acordamos cedo e caminhamos até a Pedra da Divisa. Alguns muitos quilômetros mais tarde, conseguimos escalar e ainda conhecemos um casal e uns amigos bem gente boa, os queridos Julio e Carol. Um queijinho do Seu Dimas, um geleínha de morango (imperdíveis) e dormir. Um dia bem cansativo, mas de uma paisagem como só a Serra da Mantiqueira pode proporcionar.

O segundo dia de escalada culminou com CUME da Ana chata, pela via Peter Pan.
Uma experiência feliz, recompensadora, desafiadora e de aprendizagem. Eu não esperava conseguir, também nem pensei que iríamos tentar, já que havíamos chegado tarde à parede,e tínhamos pensado em somente experienciar algumas cordadas de várias vias,  mas a 'febre do cume' nos tomou conta e tocamos pra cima após a terceira cordada. Eu tive dificuldade e medo, me senti pesada e cansada no início, a panturrilha doía, a sapatilha não segurava, a mochila pesava. Somente no meio da segunda cordada (são 6), deixamos a mochila, mudei a sapatilha para minha esportiva mesmo, e comecei a curtir, e mesmo conseguindo todas as passadas, ainda senti medo em algumas travessias e aderências e segui de segundo a via toda. A incerteza da trilha de volta e a hora avançada também me atrapalharam em relaxar, mas minha surpresa com certeza, além do cume, seguiu de amizade e de um sentimento de felicidade enorme: Théo e Sérgio nos esperavam lá em cima, conseguimos voltar todos rapidamente, recuperamos as mochilas e eu pude perceber como me sentia sentia feliz de ter compartilhado a trilha, o início da escalada, as fotos, a volta e mais tarde uma tapioca no capricho. Pois com certeza o melhor da escalada são essas surpresas, esses encontros, essas felicidades no caminho.

Eu, Théo e Duda ainda no abrigo

Base da via Peter Pan, Ana Chata, São Bento de Sapucaí

Visual incrível

O casal Júlio Pimentel e Carol Castro do Nordeste escalando com a gente
Cumbre!!!

...e essa era a trilha de volta do cume...caverninha de meio corpo, desse jeito

pensa a espessura dessa tapioca, fía

Partiu?

O Montanhismus virou segunda casa, com toda a tranquilidade da serra, toda a alegria e amizade do Eliseu..

..caminhando e caminhando

...escalando e escalando

...tocando pra cima

Duda chegando no cume

a
Eu chegando no cume da Ana Chata
Celebrando a vida e os finais de tarde na volta da escalada

Uma verdadeira equipe: Duda, eu, Théo e Sérgio

Já curtindo uma tapioca no abrigo
PARTE II
Quem quer curtir no Rubinho?
O terceiro dia de escalada também não poderia ter sido melhor.
Aliás, aniversário do meu amor. O dia era dele. Mas com certeza eu aproveitei e muito. Como o dia anterior tinha sido pesado, pelo menos pra mim, eu não conseguia imaginar voltar no baú, tarde, pois não tínhamos carona, pra estar na cidade cedo pra jantarmos em comemoração. Queríamos também conhecer meus amigos Yuri e Cláudio. Então conseguimos contato com os dois e voamos de bicicleta pra SBS, onde Thaís e Marcelo nos deram uma carona até o Setor Rubinho, um paraíso em forma de boulders. Eu simplesmente me apaixonei, na energia, nos blocos, nos amigos, nas linhas. Uma mudança interna de paradigmas: eu, apaixonada por boulders. Entrei em dois V0, e mandei depois de algumas tentativas,inclusive a linha Porvilho Power, do Rafael Nishimura, mas nem pensei em desistir, motivada e inspirada na paisagem, no incentivo das meninas e na segue do meu amor, motivado e super boulderístico, mandou algumas linhas bonitas e difíceis. O trabalho de manutenção do lugar, a alegria de se estar com amigos e família, uma família inteira envolvida e unida com a escalada, tudo isso serviu de uma inspiração e lição imensa pra mim, além de um sentimento especial de amizade e acolhida, novos amigos especiais os quais levarei de todo o coração.
O lugar é incrível, de fácil acesso e pertinho de tudo.Então seguimos dessa tarde maravilhosa direto, de bicicleta, eu e Duda, para uma pizzaria em grande estilo, para celebrar o cumple do meu amor.

O quarto dia aconteceu de despedida. Meu amigo e mestre Eliseu rumava para uma viagem incrível, Canadá, Lotus Flower, escalada épica, gelada e trabalhosa. E nós, cansados, porém felizes, seguíamos para Itajubá, já em Minas Gerais, ansiosos pela Pedra da Piedade e pelo famoso pão de queijo. Poucas horas de ônibus, supermercado, sanduíches, outro ônibus e trilha bem fácil e marcada, já estávamos em um sítio esportivo famoso e maravilhoso. Eu curti uma via fácil do campo escola, estreando nas aderências mineiras, e ainda deu tempo de acompanhar as tentativas do Duda na Nem Fudendo (7a), uma via linda e dura, dura, dura. Corre para o ônibus, cidade, janta e mais escalada. Viajar assim é corrido e cansativo, mas nossa ansiedade era pra aproveitar tudo, conhecer todos, aproveitando as dicas, a energia do lugar, o estilo, os costumes. Então o pit stop na Academia da Tribo acompanhou essa ideia ansiosa de mais e mais aproveitar. Das 7 as 10 da noite escalamos sem parar e eu simplesmente dormi profundamente no ônibus pra Belo Horizonte.
Bouldering

Setor Rubinho. Para o croqui, acesse aqui

Lindas linhas

Maravilhoso encontro

Partiu pra Itajubá?

Comecim de Minas

Vai um sushi aí? Pedra da Piedade, Itajubá, MG

Apertou a fome?
PARTE III
E você, já comeu e dormiu hoje?

Quinto dia. Belo Horizonte. Desce correndo. Outro ônibus pra Lagoa Santa. Segundo ônibus pra Gruta da Lapinha. Carona de camionete até o abrigo. COMER, DORMIR, DESCANSAR. 
Este dia hoje eu só pensava em manter meu corpo, orgãos essenciais e consciência normais e em funcionamento. Eu estava bem cansada, a noite inteira dormindo sentada, e com 4 dias bem ou mal de escalada ou caminhada dura, eu pedi pra parar. Senti meu companheiro reclamar um pouco silenciosamente, mas eu nem consegui dar ouvidos ou imaginar outra alternativa. Eu precisava comer verduras e frutas, além de sanduíches rápidos e guloseimas de escalada, necessitava lavar minhas roupas, comprar itens básicos para os próximos dias, além de tentar uma recuperação dos músculos para as próximas escaladas. Para mim, uma ótima escolha. O Abrigo Lapinha é um refúgio no meio da pitoresca Lapinha, um bairro de Lagoa Santa. Caminhamos até o mercadinho, compramos queijo minas, verduras e frutas, conhecemos o artesanato local (lindo) da escaladora Quênia, e ainda o Café da Rosângela (Cafofo das Artes) e sua horta maravilhosa e caprichada. O Duda cozinhou um almoço bem caprichado, conversamos, lemos e sim, caminhamos bastante, mas também não se pode querer tudo. 
A expectativa agora é para amanhã conhecermos o sítio do Rod. Eu realmente ainda não me sinto recuperada, e ainda estou espirrando com uma rinite forte e felina (tenho alergia a gatos, apesar de gostar muito deles), mas tenho certeza da minha recuperação e motivação para amanhã. Que venga!!!
Sítio do Rod
Acordamos bem cedo e conseguimos estar no sítio pontualmente as 8:30. O lugar é incrível, além da beleza do calcário, a vegetação, os pássaros coloridos, as formações geológicas, mas principalmente, as vias. São 60 ao todo, dos mais variados estilos, com muitas agarras, de técnica, força, posicionamento de pés, uma aula. Minha opinião é de que são vias de graduação baixa, mas fortes. De maneira nenhuma é um campo escola, ou uma sala de aula. Primeiro grampo a uns 3 metros, negativinhos, diedros. São quintos graus primos dos sextos. E sextos sup honestíssimos. Mas, vendo isso, eu aproveitei pra entrar em muitas, muitas vias, mesmo de segundo, e não animei a entrar em nenhuma guiando. Me pareceu frustrante em um primeiro momento, mas eu caí em muitos lances desprotegidos, ainda me habituando com o calcário, ainda me esforçando nos posicionamentos de pés. Então comecei a aproveitar a liberdade da corda de cima, e me enxerguei com rapidez nos movimentos, comecei a perder o medo de estar no limite e comecei a me forçar a mais e mais a não desistir. Demorou, mas visualizei uma melhora significativa, e uma esperança de ter mais segurança, uma motivação para treinar mais e mais, e então POR FIM, subir meu grauzinho básico, tendo então independência e divertimento em todos os lugares de escalada. 
Mas além da escalada, tivemos a companhia divertida de Lucas, Luciana e Renatinho, de BH. O Lucas é escalador antigo, também veterinário e nos deu várias dicas das vias. A Luciana é a namorada dele, e apesar de não compartilhar muito da escalada, acompanhou alegre tirando umas fotos maravilhosas e subiu algumas viazinhas também com corda de cima. O Tinho seria o responsável pelas belíssimas fotos de por de sol na via Troca Troca, saidera do dia. Com isso, terminamos nosso sexto dia de escalada, cansados, felizes e ansiosos por amanhã. 
Lapinha e Lapa do Seu Antão, venga!!!!

Gruta da Lapinha
A Lapinha é um lugar realmente incrível, de uma beleza e história bela e impressionante. São os espeleotemas descobertos por Peter Lund que foram transformados em parque. Tudo organizado, limpo, cavernas belíssimas, iluminadas, com um trabalho importante e essencial do instituto ambiental de minas envolvendo a comunidade local. Mas o aspecto negativo é a cobrança e a postura dirigida aos escaladores. Primeiro nos receberam com uma desconfiança enorme por parte do instituto ambiental e mais ainda pela empresa terceirizada responsável pela segurança e administração do parque. Pulseirinha, identificação, taxa de dez reais, perguntas absurdas, só então nos foi designado um guia que nos acompanharia até às 16:30, data limite de permanência nas vias de escalada. E essa, por incrível que pareça, foi a nossa sorte. Nosso guia era gente boa demais, como dizem aqui. Djalma é morador da Lapinha e iniciou na escalada com o Leandro Reis, do abrigo Lapinha. Super envolvido com tudo, a tranquilidade em pessoa, super parceiro e conhecedor de simplesmente todas as vias. Virou amigo mesmo. 
Conseguimos escalar diversas vias clássicas e linhas bonitas. Eu ainda frustrada com minha resistência baixa nas saídas de posicionamento mas mesmo assim, escalei a maioria das vias que o Duda equipava. Guiar, por incrível que pareça, ainda parecia distante pra mim. Eu queria ter trabalhado os quintos, as saídas expostas, confiar mais no meu posicionamento de pés, e tocar pra cima no negativo, já que as vias costumavam mudar pra bem tranquilas após a terceira chapa. Mas acabei desistindo. 

Sítio do Rod
Concentrado nos projetos

A belíssima cadena da Tapa na Aranha, 7a


Fotos: Luciana

...e a segue também ganhou foto :-)

...agarras psicodélicas e especiais

Finalzinho do dia, no estilo 'mineirim' a via Bode Negro



Sítio do Rod no final da tarde, pôr de sol abençoado e clicado pelo Renatinho


A Lapinha é essa tranquilidade toda e ainda com árvore de bergamota no meio do cruzamento...
...visitando a Gruta da Lapinha








Duda num 7b/7c belíssimo






E pode um guia mais gente boa? 







Uma cachacinha de Minas é imperdível. Essa provamos no Ponto do Sanduíche, na Lapinha
Mas o imperdível pra mim mesmo era o Guaraná Mate Couro. Amo!
Quem quer conhecer o paraíso?
A LAPA

Hoje é meu penúltimo dia de viagem. Muitos aprendizados, algumas (minúsculas) frustrações e uma infinidade de alegrias. Mãos doloridas e enrugadas, secas do magnésio e acostumadas agora a comprimentar com um aperto cada novo amigo, costume engraçado por aqui. Cada pessoa, cada sorriso, cada expressão ou conversa, tiveram um grande significado pra mim. Desde Seu Dimas de São Bento de Sapucaí, de 84 anos e profundo conhecedor da Serra da Mantiqueira, Theo e Sérgio, Julio, Carol, Seu Mário do Taxi, Cláudio, Yuri, Thais, Marcelo, os adoráveis pais e parentes da Thais, Eliseu e família, Itajubá e por aí vai...
Os que me disseram que nunca é tarde para (re)começar. 

Mas voltando a Lapa do Seu Antão...
conseguimos carona com o Xandão. Ele seria o guardião do dia, já que o Clube Montis se encarrega de administrar e manter o lugar, sendo designado um rodízio de 14 pessoas para tomar conta , um bonito e penoso trabalho para a manutenção de um importante e imponente lugar, entre tantos outros que os escaladores tem que lutar para o simples livre acesso. Mas Xandão nos mostrou pacientemente cada via, cada caverna, cada bonita curva, da imensidão da Lapa. Não antes de dar um jeito de passar um delicioso café bem forte com leite condensado e de nós provarmos uma deliciosa caçarola mineira. As vias são diversas, enormes, com agarras de calcário brancas e amarelas, buracos pretos, ninhos, passagens, tudo muito diverso. O primeiro dia simplesmente aproveitei e me curei das decepções de não mandar nada nos outros setores. Entrei de segundo nas de sexto e guiei as mais fáceis. Mas no segundo dia a dificuldade continuava, entrava nos supostos quintos, mas as entradas boulderísticas e levemente negativas, os diedros, e os posicionamentos de pés (já bem melhor) me acabaram. Eu pensava em entrar a vista, pra já depois visualizar um bezerro, como Xandão disse que seria a vaca por aqui, já que as vias são bem protegidas. Isso desanimava por demais, cair, cair, cair. E a pressa de escalar um volume grande de vias para conhecer e não perder tempo em nenhuma específica me levou aos inúmeros top ropes. Mas a tarde, escolhi um diedro supostamente fácil pra entrar, imaginando UMA via a vista, com todos na minha volta gritando, pé ali, mão ali, oposição aqui, não aliii, aliii, e eu cansei. Cansei mentalmente, cansei fisicamente, desisti.Eu queria tranquilidade, queria fluir em UMA VIAZINHA mais exigente. Eu sei, não tenho treinado, não tenho escalado, não sou disciplinada, nem determinada. Mas estou em um lugar lindo, e simplesmente gostaria de estar mandando todas as vias lindas e bonitas. Eu também sei, e aprendi isso muito com todas as mulheres maravilhosas desta viagem, o real sentido de escalar: se divertir, seja guiando, seja com corda de cima, sempre aprendendo, se superando. Entendi que os medos, as aflições, as angústias e superações das mulheres maravilhas as quais admiro por demais de nada diferem os meus medos, mas ao contrário de mim elas não se envergonham e muito menos se escondem ou ainda se frustram. Elas respeitam suas vontades e limitações, deixando fluir ou muitas vezes deixando como está: ou só fazem boulders, ou só guiam após malharem uma via, ou ainda só escalam quando tem vontade. Cada ser humano é único, e cada escalador é essencial em seus medos, seus gostos. Existe um padrão: guie o mais rápido que puder, malhe uma escadinha de graus e consolide o seu, treine quedas, corra, pratique o finger e não esqueça do murinho 3x por semana. Mas e se não conseguir tudo isso? Simplesmente relaxe e aproveite. 

Mas e vá dizer isso pra mim hoje a tarde?
Mas amanhã é outro dia, e eu pretendo encadenar alguma coisa. Se eu não conseguir, bem, aí preciso reconhecer seriamente minhas limitações e aprender a lidar com elas. Mas por via das dúvidas vou me esforçar ao máximo para também não pensar que usei desculpas pra não ter tentado. E com isso sim, mantendo a mente focada e livre de preceitos, me divertir muito. Inté mais. 

Penúltimo dia
Mal dormi a noite de ansiedade. Cinco e meia já estava de um lado pro outro, seis horas já estava acordando e incomodando todo mundo. Conseguimos a carona do Leandrinho pra Lapa ainda de manhã e eu cheguei determinada. Entrei de primeira em um 5sup lindo, de saidinha delicada e tudo, só alegria!!! O resto do dia eu curti essa vitória e entrei em mais alguns ainda e mais outros no outro dia. Me apaixonei também por um 6sup belíssimo, o petit gateau, de bidedos demais de lindos, e será o tema de casa mandar na próxima viagem. 
Por último, nos 45 do segundo tempo, Felipe e Marcela terminaram a via Tri legal e a Toca Raul, uma canaleta linda, de posicionamento de pés abertos e agarras delicadas, chorreira, e eu entrei guiando, mesmo caindo no crux, curti muito, vibrei muito e me senti já totalmente a vontade no delicioso calcário, mesmo amando o granito, nunca esquecerei das alças, das mãos inteiras e dos 'abraços' nas agarras aveludadas de calcário. 

A Lapa do Seu Antão é propriedade do Seu Agenor, colaborador e parceiro do Clube Montis
O lugar é bem escondidinho, e é necessário, como em todo lugar, que se respeitem
suas regras e as peculiaridades

Esse guia conhece cada via, cada agarra, cada graduação, cada chapa. Conhece
as histórias, os escaladores, os cantos. Tem sorte maior que a nossa?


Que tal  de guardiã?

Milhares de opções


A Má e o Felipe explicaram a origem do nome dessa via de agarras aveludadas. A deliciosa 'gorda' fila brasileiro com
são bernardo adoradora de pizza de olhos pidões mereceu essa homenagem, já que ninguém resiste
ao charme da Rebeca. E deveria?
...eu apaixonei pelas chorreiras, abaulados, agarrões e pela sensação gostosa de escalar em calcário

...ferramenta de guerra
















Será que tem cobra por aqui?


...catando jabuticaba,uai

Pensa um cachorro engraçado, Patacão e toda sua formosura

Um vinhozinho, um sonzinho do Mateus e Patacão em ação

Prontos para a atividade do dia





...essas coisas só acontecem por aqui

Com isso terminamos mais uma viagem, mais uns dias na estrada. Um tanto de aprendizado e um monte de gente no coração. Uma admiração enorme, amizade, saudades, impossível descrever o jeitinho mineiro, indescritível a acolhida, os cafés, as pizzas, as 'gordas', os betas. Vontade de virar mineira de vez, e vontade de receber logo, logo, todos esses amigos aqui pelo sul. Bão demais da conta!!!!Boas escaladas!!!


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