O que fazer se levar um picada de cobra?



Como as temperaturas ainda não estão tão frias por aqui, é normal que os animais peçonhentos, como as cobras, ainda estejam em plena atividade, para nossa infelicidade. Como costumamos estar muitas vezes em locais longe de qualquer hospital com soro antiofídico, como montanhas e falésias, o risco de estarmos em perigo é muito grande. Além de prevenir, com polainas e botas, ter o cuidado de manter a calma e procurar o local especializado mais próximo, e de maneira nenhuma tentar simpatias, torniquetes, cortes em cruz  e nem mesmo a compressão, pois isso aumenta o risco de necrose local e espalhamento do veneno. 
Cascavéis, jararacas, cruzeiras,  diferem basicamente pela ação da inoculação do veneno (proteolítica, neurotóxica, miotóxica, coagulante) e todas sem exceção são essencialmente perigosas, apresentando diferentes sinais clínicos. Por isso a importância de, se possível, levar a cobra capturada ao hospital para identificação e melhor adequação do tratamentoAo chegar no posto médico, sua história será ouvida enquanto a região mordida for lavada. Depois seguirá um exame cuidadoso. As primeiras preocupações serão de diagnosticar o tipo de cobra responsável pelo acidente e avaliar a intensidade do envenenamento. O médico procurará examinar bem as alterações locais, isto é a região em que você foi picado e, também, as suas condições sistêmicas ou gerais.
A região mordida por cobras dos gêneros Bothrops e Lachesis são os que mais provocam manifestações locais. Aparecem a dor, o edema (inchaço), hemorragia, bolhas na pele, reação inflamatória, com ou sem infecção, e a necrose (morte do tecido), em graus variados. Quanto mais intensos forem esses sinais, maior dose de soro será lhe administrado. A cascavel e a cobra coral não costumam dar sinais locais importantes, a não ser quando é aplicado garrote, incisões a faca, etc... Contudo, a primeiro costuma deixar sinais evidentes da picada, visto que suas presas são bem desenvolvidas, enquanto que a segunda, praticamente, só deixa escoriações.
Os aspectos sistêmicos variam bastante:
bulletAs cobras dos gêneros Bothrops e Lachesis causam hemorragias várias, das gengivas, do tubo digestivo e dos rins, principalmente. Também provocam choque (queda da pressão arterial) e insuficiência renal. A surucucu tem neurotoxicidade maior e, portanto, pode causar choque mais precocemente do que a jararaca, devida uma forte estimulação vagal (sistema nervoso autônomo).
bulletA mordida da cascavel é seguida de náuseas e vômitos. Pouco tempo depois, nas primeiras 6 horas, aparecem queda de pálpebra, distúrbios visuais, dificuldade de movimentação dos membros e, até, dos movimentos respiratórios. São os sinais típicos da neurotoxicidade do veneno crotálico. A vítima também se queixa de dores musculares generalizadas, pois o veneno é miotóxico. Em fases avançadas, costuma instalar-se a insuficiência renal.
bulletA coral é basicamente neurotóxica e impede a transmissão do sinal nervoso ao músculo. Seu veneno potente provoca queda de pálpebra, distúrbios visuais e paralisias musculares graves. Ainda bem que o animal é pequeno e, em geral, inocula pouco veneno.
Feita a avaliação, a equipe do hospital instalará a soroterapia, a mais específica possível. Você receberá de 4 a 12 ampolas de 10 ml cada, dependendo da gravidade do seu caso, por via intravenosa. Após o medicamento anti-ofídico, receberá soro glicofisiológico pela veia, a fim de evitar a insuficiência renal. Também lhe aplicarão uma injeção de soro antitetânico, profilaticamente. Se existirem complicações, como infecção, necrose ou insuficiência renal aguda já instalada, as medidas serão, respectivamente, antibioticoterapia, intervenção cirúrgica para remover os tecidos necrosados e diálise renal. Em caso de acidentes causados por cobra coral ou cascavel, o médico observará a ação neurotóxica do veneno e tratará de corrigir a situação com medicações que ajudam a neurotransmissão, que fica seriamente comprometida e provoca as paralisias.


Alguns sites com informações: (David MarskiButantanSaúde total) E sobre as polainas, aqui.

O melhor amigo
Mas o final de semana é claro, não foi só o susto de ter sido quase picada por uma cobra. Aproveitamos e muito uns dias no campo. Muita tranquilidade, família reunida, risadas, mate, crochet, aniversário do sogro, slack line e até a estréia do fiesta móvel como motor home. É sempre maravilhoso estar entre os nossos e ainda curtir lugares belíssimos e tranquilos. 
Cruzeira encontrada na chácara
Quero uma casa no campo...onde eu possa ficar do tamanho da paz..
Mais feliz impossível :->
...paisagens
...caminhada
...não é impressionante?
....hummm, que abracinho bom :-)
...jump!
...rural slacking!
Uuuouuu!!!!!!!(segura!!!)
E lá vamos nós!
E será que nos sujamos? 
Uma boa semana a todos! 

Comentários

Careli disse…
Bacana o post. A região sul fluminense tem tido um aumento anormal de jararacas, não se sabe se é por conta de migração ou por falta de predador natural. E não sei porque elas tem um amor incrível pela base da pedra. Todo cuidado é pouco!
Vlw pelo post! abç

Careli
http://aoutraesquerda.blogspot.com.br/

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