Simples convivência

Em tempos difíceis, gentileza gera gentileza e nunca é demais um pouco de amizade, educação e respeito a quem convive no mesmo espaço. A escalada por si só já agrega, força o convívio e faz com que um pequeno grupo se veja sempre, se conheça e se esbarre nas bases de vias mundo afora. Seria um bom momento para praticar atitudes que facilitam a vida de todos. Por que simplesmente não fazemos ao próximo somente aquilo que esperamos que façam com a gente? Estar atento também a regras básicas de convivência também é uma máxima importante, já que muitas vezes não nos damos conta do quanto podemos estar sendo inconvenientes ou mal educados, mesmo sem querer. Como quando falamos alto, rimos alto, damos betas a quem não nos pediu, tirando a concentração de quem está escalando, ou gritamos, mesmo gritos de incentivo, num ambiente onde as pessoas estão ali justamente para curtir o silêncio e a paz de se estar entre as montanhas. Li do Naoki Arima interessantes observações sobre o assunto e achei que valia a pena postar sobre isso hoje.O bom senso têm se escasseado ultimamente e acredito que no post ele trouxe um 'checklist' de coisas importantes que evitariam com certeza que muitas áreas de escalada fechassem  ou que acidentes e desentendimentos acontecessem, além de que é responsabilidade nossa tornar nosso ambiente de convívio agradável. Custa muito pouco respeitar as diferenças, entender as suas limitações e a do outro, respeitar iniciantes e os escaladores de fora, respeitar as regras locais e particularidades do sítio de escalada, proprietário, escaladores e meio ambiente, e ainda, deixar sentimentos negativos e pequenos em detrimento de tranquilidade, diversão e paz.

Estar atento na segue, silenciosamente, sem conversar ou gritar atrapalhando quem escala ao lado ou acima, uma das dicas do Naoki Arima que muitas vezes negligenciamos. Foto: Andreia Espiga

Comentários

guta disse…
Concordo totalmente, Ale! Notei a diferença aqui na Alemanha. É um povo que naturalmente é mais silencioso, e nas vias de escalada não é diferente... Um respeito de tirar o chapéu.

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