Fazendo uma retrospectiva esse ano foi muito bom em todos os sentidos. Falta um pouco para terminar e ainda coisas boas e difíceis por acontecer como minha prova de qualificação no doutorado e algumas viagens legais. Mas prefiro ver o quanto aproveitei, as pessoas que conheci ou pude rever e ainda o quanto aprendi por aí. Muitas oportunidades e conquistas, um monte de dificuldade também, perdas tristes e muito, muito esforço. Esforço para melhorar, para se conhecer mais, para se tornar uma pessoa melhor, esforço pra crescer, pra ganhar dinheiro, para consolidar de uma vez a carreira e pra ser feliz, sempre mais.
Conseguir estar perto da família foi muito bom, nos bons e nos maus momentos. Morar na praia, estudar de novo, aprender a andar de slackline, conhecer lugares novos de escalada (Monte Belo, Salto Ventoso, Canastra, Vallecitos, Bagé de novo, Potrerillos) com amigos queridos e também ganhar uma coluna só minha na Mountain Voices foi muito gratificante e me deixou muito feliz.
Ah, e as viagens... como diria Quintana, viajar é trocar a roupa da alma. Eu diria que os amigos tambémconseguem essa tarefa, engrandecem, ensinam, acolhem, nos mudam para sempre. Junto com os amores da vida, eles nos fazem quem somos. E das minhas últimas viagens e da visita dos amigos eu conto a seguir.
Gil tinha prometido a visita. E cumpriu. Passou um mês da passagem mandada por email e eu já ansiosa estudando tudo para estar livre quando ele chegasse. Vanessinha também pôde se juntar a nós e eu não podia acreditar que ficaríamos alguns dias só por conta das escaladas, acampamentos, beira do fogo, e algumas cervejas e vinho no meu caso. E no final, no caso deles também. Mas isso é outra história. A primeira parada foi a Pedreira de Pelotas no Monte Bonito. Um dia inteiro de patacões de granito, mate e de matar a saudade escalando, conversando e felizes. De noite dormi muito pouco depois de voltar de um show de samba de raiz, no Liberdade para no outro dia cumprir a promessa de sair para Bagé as seis da manhã. Conseguimos completar a 'entre o sol e a lua', V grau, bem conhecida de duas cordadas se não me engano e um entardecer lindo e vento sul forte nos varrendo para o acampamento na Casa de Pedra. Depois de maravilhosa janta feita em conjunto com os dotes culinários da Vanessa, dormimos felizes, de vinho, de amizade e de vontade de escalar. Mas bateu água a noite toda. Delícia acordar com aquela chuvinha protegidos naquela caverna linda de pedra. Voltamos pra Pelotas onde no último dia Arnaldo iria se juntar a nós pra escalar mais um pouquinho, ou melhor, o dia todo. Antes de ir embora, ainda conseguimos passar a manhã escalando, nós, maribondos, e o horário de verão. Sim, ele me confundiu um pouco, e fiz o Gil perder o ônibus. O jeito foi dirigir até Camaquã, a tempo de tomarmos uma última cervejinha antes dele pegar o ônibus pra não perder o avião. Por muitooo pouco.
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| ...cores, unhas, cabelos, tudo muito sujo de magnésio chegando na reunião |
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| ...agarra espetacular essa da parada |
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| Gil na Los Pica Piedras VII 30m |
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| tocando pra cima |
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| a gente cresce e só muda os brinquedos |
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| Gil na Variação Somaclonal VIIb 25m e Vanessinha na segue |
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| fotógrafa pelos aires |
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| ...feliz tirando foto |
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| Vanessinha na Tech Five Vsup 25m |
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| ...And here we go!!! |
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| Eis o lugar, Casa de Pedra, Bagé, Rio Grande do Sul. |
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| Primeira reunião, Gil, Vanessinha e eu |
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| Alessandra indo de segunda na segunda cordada da Entre o Sol e a Lua, Vsup 95m |
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| La cumbre. Vassinha e eu esperando Gil |
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| ...e venta pouco aqui no sul |
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| ...já tarde e ventando nas montanhas |
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| E não é a hora mais feliz do dia? |
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| melhor que qualquer fogareiro primus, vou te contar |
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| ...só quem acampa sabe a delícia que é tomar vinho da caneca ou tampa de térmica no caso e fazer comida de headlamp |
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| "Encavernados" |
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| El mate. E as unhas sujas. Sem frescura de vez em quando, vá lá. |
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| And here we go again. We ROCK! |
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| ...foram dias de intensa atividade, e as horas vagas eram preenchidas com slackline, comida mexicana, mate e muita conversa jogada fora |
Mais umas semanas de estudo forte e afivelei as mochilas para a Argentina. Seriam quase duas semanas longe dos livros. Depois de Buenos Aires e La Plata, rumaríamos para Mendoza, onde tínhamos muito planos. O primeiro seria que a Beta, a segunda mosqueteira, faria seu primeiro curso de escalada em rocha com o conhecido Humberto Câmara Jr., conhecido em terras argentinas por Júnior e em terras brasileiras, por Suissa, da Vento Negro Mountain Guide.
Em Buenos Aires tomamos muito sorvete, fernet, feirinhas, amigos novos, La Plata, museus, parques, hostel, mais fernet, e Mendoza, bicicleta, calor, lojas e lojas de escalada e comida muito barata, hostel com cama/portaledge (sinistro) e ainda medialunas engordativas e maravilhosas, gente de tudo quanto é lado, mas nada de montanhistas, fora de temporada é isso aí. E o dono do Campo Base não é mais o mesmo, ficou comercial mas igualmente bom, coccino e acolhedor. E a Cordilheira ao fundo, nos mirando de lejos...linda.
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| ..."pedaleando"pelas ruas de mendoza, nos lindos parques |
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| alugamos as bikes pelo centro e percorremos bastante da cidade, parques, centros, tudo, num baita dia de sol |
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| Mendoza é conhecida por ser uma cidade enorme e muito arborizada e ainda conta com parques maravilhosos como o Parque General San Martín onde antigamente se tirava o visto para o Aconcágua |
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| Um desayuno reforçado preparando para o dia que vinha a seguir |
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| Y nada de flojera! Beta descansando no ar seco do primeiro refúgio de Vallecitos preparando para a caminhada |
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| O lugar é realmente lindo e por aí já se começa sentir frio e a altitude de um pouco mais de 2000m. |
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| La Plata, cidade a 130km de Buenos Aires e muitas praças, museus e coretos como esse |
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| ...pé na estrada é sempre bom. E com essa minha amiga então, é luxo |
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| Mi Buenos Aires querida |
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| ...e o curioso é que nessa mesma porta nas ruas de san telmo eu tenho uma foto com 15 anos, quando viajava a Palermo com minha mãe, pai e irmãs. Fiquei estarrecida quando me dei conta da coincidência |
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| Museu de Ciência Natural de La Plata, com Mari e Fer fazendo graça |
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| Puerto Madero é a parte nova de Buenos Aires e conta com o monumento da mulher e o melhor sorvete desse mundo!!! | |
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| Aprendendo a fazer Fernet, eu não sei se estava bom, mas bebi tudinho :) |
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| ...galera animada do Hostel Hestel de La Plata, janta especial, sinuca, fernet y todo lo demás |
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| ...rasgando dinheiro!!Quando chega esse momento é hora de parar com o fernet |
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| ...e pegar a estrada outra vez. As rodoviárias são uma bagunça, os caras jogam a mochila de uma maneira no ônibus que dá até dó e ainda cobram propina. E a sua plataforma de embarque pode ser da 26 a 39. Sim, agora se vira e procura, babe. E sempre atrasa, don't be panic. |
Depois do dia inteiro de bicicleta a ansiedade fazia doer a barriga, o outro dia era de escalada. No carro tinha uns espanhóis que vinham conversando sem parar, falavam de Mallorca, Rodellar, Michel Telló (sim, isso mesmo) e eu concentrada no Tupungato e toda aquela maravilha com neve que ia aparecendo aos pouquinhos. Paramos no primeiro refúgio sem saber bem o que íamos fazer a seguir, comemos o que o Humberto disse que seria nossa última guloseima e partimos montanha acima. Areia, pedra, mato, insetos bizarros (azuis), ossos de guanaco, e os glaciares ao fundo. Estávamos na pré cordilheira, no Cordón del Plata, rumo a Vallecitos. Dormiríamos no Refúgio Massy (2900m) e escalaríamos por ali, caminharíamos alguns morros se o tempo deixasse. E o plano era o último dia de curso abrirmos umas vias, o que infelizmente não deu por causa do tempo.
Só largamos as mochilas e fomos para um primeiro setor todo em móvel, lindos diedros e fendinhas de granito. Parecia perto e parecia pequeno. E "maquina de cozer" foi a primeira via e eu já estava azul e branca por causa dos quase 3.000m de altitude. Caralh..viu. Fiquei mal mesmo. Subi muito rápido a trilha pois me sentia bem e queria escalar logo, acho que foi isso. A cabeça doendo e um mal estar forte. Baixamos para o refúgio e o Humberto me tranquilizou que eu melhoraria se conseguisse comer e beber água e se fizesse xixi umas 500 vezes para aliviar a retenção de líquidos. Pobre da minha amiga Beta ficou mais uma vez de babá e junto com Brisa, me cuidou até tarde, Brisa enrolada comigo nos cobertores até o focinho, e junto com os fideos preparados pelo Humberto, consegui dormir.
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| A desculpa para descansar era ficar nas montanhas, com o pensamento livre e o sorriso no rosto |
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| 'english test' |
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| empurrando uma maça goela abaixo. por mim nada de água e nada de comida, qualquer alturazinha já me pega |
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| ...escalar em rocha com a cordilheira ao fundo é maravilhoso, muy copado |
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| Betinha recolhendo na maquina de cozer |
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| Cume!! |
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| Azuis?Frio?Maravilhoso!! |
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| ...é aquela sensação boa se estar onde exatamente se queria estar. Assim são os cumes da vida |
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| Matezito |
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| preparar pra sair outra vez, o solzinho nos brindou com um lindo dia |
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| Sim, o setor fica lá em cima mesmo, mas a poucos minutos de caminhada do refúgio. Luxo |
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| Nesse dia fazia até calor, o sol estava maravilhoso e aproveitamos para brincarmos com equalizações, móvel e tudo mais de bom |
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| vinho e guloseimas e o lindo lugar que é o refúgio Maussy |
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| Via english test again |
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| Amizade e mãos acabadas. Como eu amo. |
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| E os finais de cada via era assim, uma cara de felicidade, um friozinho e um matezito |
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| Viole! Mi Violeta querida! Um anjinho alegrando meus dias por lá |
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| Fazendo pose, Humberto, Viole y yo |
E como 11 é meu número de sorte, e com certeza eu sou abençoada pelos deuses apesar de qualquer coisa, comentei que só faltava ver aquelas montanhas como glaciares, tapadas de neve e gelo. E começou a nevar que não parava mais. A coisa mais linda. E tivemos direito a baixar de Vallecitos a Mendoza caminhando na neve, da próxima eu quero é subir de piquetas e crampons, em breve, se deus quiser...
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| ...protegidos do frio por enquanto, dando tchau para o acolhedor refúgio e os novos amigos e a hora de descer montanha abaixo |
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| ...nessas horas de enjôozinho e dor de cabeça eu penso sempre o quanto sou do nível do mar apesar de adorar as montanhas!! |
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| Brisa amada. Me cuidou o tempo todo ficando aninhada comigo no sofá enquanto eu dormia e Beta me levava chá e Humberto guloseimas. Luxo e manha, claro. |
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| Eu já tinha visto neve, gelo e glaciar, mas NEVAR foi tudo de bom e a coisa mais linda. |
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| O casal londrino nos apelidou de 'crazy brazilian girls' e eu não entendi bem porque até ver o vídeo que ele fez dessa foto |
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| ...pensa a felicidade |
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| Nuestro maestro, Humberto. Paciência, dedicação e bom humor, gracias por todo amigo! |
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| Ráaaaaa. |
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| não parece o bonequinho daquela propaganda? |
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| E nevava pouco... |
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| Tudo isso baixando de Vallecitos para Potrerillos e morro abaixo |
Quando entramos no transporte, com as pestanas cheias de neve (eu tinha tirado o óculos que embaçava muito), molhadas e sorrindo, tinha um grupo neozeolandês que nos olhava com admiração e espanto, e nos perguntava de tudo, e mais uma vez eu queria só contemplar e juro, eu não tive vontade de falar sem parar dessa vez, estava muito feliz. O mar me inspira, mas neve, gelo e montanhas é bom demais.
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| Feliz Cumple, Betita! Em grande estilo em um restaurante mendocino maravilhoso, ceviche, caipirinha e a ansiedade a mil para o outro dia de descalada |
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| Lleguei :) |
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| Quer tranquilidade melhor? |
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| Na caverninha da reunião da via english test. Com essa parada toda em móvel, mesmo sendo ela feita pelo maestro, eu aprendi a disfrutar tranquilamente em vias como essa. Que venga!!! |
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| Não há nada como viajar e conhecer gente de tudo que é parte de mundão e ainda compartilhar histórias incríveis de cada um, estilos de vida, idéias. Guias de montanha, executivos subindo o aconcágua e brasileiras como nós. |
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| ...caminante no hay camino, se hace camino al andar |
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| A maioria dos hosteles são bons, na Argentina não é diferente. Esse tinha o problema de trocentas camas por quarto e a minha ficava no terceiro andar. Eu brinquei que estava dormindo num portaledge e ia colocar auto seguro tamanho era o desconforto, estreitas e coccinas também. Tudo bem, era só pra dormir. |
Voltamos a Mendoza e eu queria mais. Enchemos o Humberto e fomos de novo, assim que melhorou o tempo para Potrerillos dessa vez. Um lugar maravilhoso, com um potencial enorme de vias, arenito lunar, por isso Valle de La Luna, e, se não me engano o povoado de férias mendocinas com várias cabañas para alugar com a Cordilheira ao fundo. Muito bonito. Caminhamos, caminhamos, o sol castigava um pouco, mas tranquilo, e aquele monte de pedras aparece, nossa senhora, que lugar.
Fui confiante de primeira, amarelei em algumas, aprendi um monte e me diverti a muerte. Não tem nada como conhecer um lugar novo, tão longe e tão perto, com pessoas tão queridas e especiais. Beta sempre com aquela doçura e amizade incondicional, paciência, alegria, parceria, incentivo, nossa, amo muito essa minha amiga. El maestro querido, Humberto, aquele riso solto, uma paciência infinita e uma alegria imensa, adorei cada 'nó de pescador duplo' com vinho, cada pilha, cada escalada, toda atenção e amizade. Mas hein guriassssss, biennn ahíí, bien ahíii.
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| subindo para potrerillos parada no refúgio onde a galera sai para o rafting |
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| ...e caminha mais um pouco |
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| ...escalando enton! |
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| delícia, delícia |
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| arenito lindo e lunar. Via de los putos |
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| Betinha ligando o turbo |
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| Humberto escalando |
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| En la reunión |
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| Na descida uma surpresa: um ninho de coruja exatamente onde estávamos. Um misto de alegria e culpa, afinal estávamos molestando por demais o ambiente. Ya nos vamos, gracias. |
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| .Nessa eu estou me sentindo a mais legal e a mais forte. |
Com a felicidade quase acabando, ainda tínhamos um último dia de Argentina, em Palermo. Adoro aquele bairro, tem de tudo, é super alegre e florido, cheio de Jacarandás roxos. Ficamos num hostel por ali e caminhamos o dia todo, entre colectivos e subte para chegar ao nosso parque de diversões. Nossas amigas vão ao shopping e nós vamos a Rupal, uma loja de escalada bárbara, mortal, com preços camaradas e muita, muita coisa. Deixamos nossos últimos pesos argentinos por ali, felizes da vida. Em Mendoza já tínhamos feito uma via sacra entre chapas e outros equipos, mas foi na Rupal que nos afundamos com estilo. Coisa bem boa. Na hora de voltar ainda pegamos o caminho para o Ezeiza quase fechado, um taxista mau humorado me xingando enquanto a Beta dormia tranquilamente e um dia inteiro viajando.
Vida que segue. Até a próxima.
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| Enquanto eu viajo adoro conhecer gente. E dessa vez, mesmo estando viajando com uma amiga, não foi diferente. E há algumas figuras que jamais vou esquecer. Heidi, uma americana de Nova York foi uma companheira de longas tardes de conversas muito engraçadas e de muitas, muitas histórias em comum. Quase morremos de rir vendo que ambas tinham gastrite, tinham aprendido tibetano, morado na Colômbia além das pastillas para dormir iguais. Ela estava rumando o Aconcágua depois de uma desilusão amorosa colombiana. |
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| Caminhamos bastante até chegarmos com sol a pino nesse setor de Arenito em Potrerillos há poucos quilômetros de Mendoza. Como é bom ir de encontro ao novo, e pra escalar então, nem se fala. |
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| A Beta já estava cansada, mas o lugar tirava o fôlego com todo aquele gelo no fundo |
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| ...pra escalar nessa região, tem que caminhar, não tem jeito. Camelar mesmo |
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| El maestro tirando onda da grampeação de um lugar que passamos, rapelentos ativar |
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| ...já no caminho de volta, de Potrerillos para a estação de rafting da onde pegaríamos um transporte, depois de uma cervezita, claroo |
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| O Valle de La Luna também é cenário para cavalgadas e trekking. E parece a lua mesmo. |
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| Esta é a JARILLA, uma linda planta autóctona que possui ferramentas biológicas que a fazem sobreviver no ambiente desértico mendocino, por suas pequenas folhas que impedem a saída de água. Em Potrerillos predomina a espécie Jarilla Nítida, e ela é linda na primavera, encontramos em todo o caminho. São muito valiosas e raras, uma vez que são encontradas somente nesse lugar. E o que eu fiz desavisadamente? Pequei um monte e enfeitei o cabelo, santa ignorância. |
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| O caminho de volta do setor de escaladas é bem mais rápido porque conseguimos rapelar pelo meio desse vale lunar lindo com direito a queda d'água e tudo. Rapelenta, sim senhor. |
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| E a hora de ir embora é sempre difícil, principalmente porque a mochila insiste em encolher e o esforço pra colocar tudo lá dentro é sempre enorme. O medo de pagar excesso também com tantas ferragens, vou te contar, viu. |
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| E mais uma história, mais uma viagem, tantas coisas boas. E a parceria pra tudo isso, os amigos que dividimos momentos tão bons são os que fazem deles maravilhosos. Dividir as alegrias, as dúvidas, as incertas, compartilhar seu lado ruim e bom, não é com qualquer um. Eu agradeço e agradeço de ter essa minha amiga, nessas viagens e todos os dias. Eu agradeço muito pela sua verdadeira amizade e tento e vou tentar todos os dias corresponder nem que seja um pouquinho, tentando ser uma amiga pelo menos um pouco de tudo que és. Valeu amiga!!!!!!Que parceira!!!! |
2 comentários:
Minha mimosa
você sempre tem essa habilidade de transformar a sua vida e a dos outros MA-RA-VI-LHO-SA..lindas fotos bjss dé
Me encanta suas histórias. Ainda mais, por saber que posso fazer parte delas por alguns dias... ;) E os treinos? Keep always climbing, okey? Bju!
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