The Zen state

A vida adulta nos traz muitas atribuições, projetos, ambições. Feliz o tempo que vivíamos dia a dia sem maiores preocupações ou responsabilidades. Digo isso porque de uma hora para outra resolvi crescer em muitos aspectos e ir em busca do que quero e acredito para mim. E isso significa uma série de concessões dolorosas, de determinações, disciplina, esforçar-se, organizar-se. Mas eu ainda acredito que nós é que criamos nossa qualidade de vida. Quem gosta de uma vida mais tranquila, deve buscar hábitos que leve a tranquilidade e claro buscar condições para se fazer o que gosta. Não deve esperar as férias ou os finais de semana. 

A atitude ser zen é uma prática, um hábito, uma decisão.
Enquanto trabalhamos podemos tentar focar no que estamos fazendo. Prestar atenção na nossa respiração, nas pessoas ao nosso redor, nos sorrisos, nas gentilezas. Nós temos a mania de fazer mil coisas ao mesmo tempo, enquanto estamos no computador fazendo um relatório checamos nosso email e falamos com a colega do lado. Almoçamos correndo, chegamos em casa, ligamos o computador, a televisão e falamos ao telefone, tudo ao mesmo tempo. Buscar um estado zen é desligar de tudo isso. É planejar o tempo. É concentrar no vento, é tirar meia hora para cozinhar e dois minutos no sol depois do estudo.É sentir mais do que pensar a cada coisa que se está fazendo. Com intensidade, mas com calma.

Life will be lived, instead of ignored.

Talvez para mim seja mais fácil fazer isso porque sou naturalmente uma pessoa tranquila. Mas há muitos momentos de ansiedade e preocupações que me fazem ficar desequilibrada, agitada. Ou com vontade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e até mesmo triste. Mas eu gostaria realmente de viver um dia após o outro sempre.E acho que vou conseguindo.

Ontem um sol maravilhoso apareceu aqui pelo sul. Eu tinha muito o que estudar mas consegui aproveitar bem o dia. Peguei minha prancha já com a parafina rosa desbotada e largada em um canto e fui corajosa para o mar. Por um momento a ansiedade foi tomando conta, então lembrei da respiração e fiquei pensando só no surf, sem me preocupar com as coisas que tinha para fazer e ainda com os olhares curiosos, e menos ainda se conseguiria pegar uma boa onda. Sozinha na maior praia do mundo (238km) fui vencendo a rebentação morrendo de frio. Fiquei sentada um pouco até pegar duas ondas muito boas e voltei pra casa feliz apesar de congelada. Ainda consegui antes de estudar montar minha bicicleta para ir amanhã para a faculdade e plantar algumas mudas, o que fez meu feriado maravilhoso.
E termino com uma frase dessa fantástica escaladora:
“Para mí, lo importante no es tanto qué se hace sino cómo se hace”.
Silvia Vidal Martí
Um finalzinho de semana bom pra todo mundo. Saludos.

...voltando do surf patagônico e tentando esquentar no sol com os peludos.

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