A volta dos que não foram

Enfim em Pelotas City outra vez. Bom,viu,acreditem. Depois da semana fora nada como chegar no seu cafofo. O curso de cianobactérias foi ótimo, aprendi que é impossível aprender algo sobre cianobactérias. O mais legal foi o curso ser no Jardim Botânico, caminho lindo de verdes e animaizinhos.

E no sábado acordei na correria com a mensagem do meu amigo Mois, esperançosa de conhecer o Itacolomi pra escalar. Joga tudo na mala, sai correndo com presilhas na cabeça bufando de calor, chega na rodoviária,deixa malas no guarda coisas, encontra o Moisés, vamos? Vamos. Chuáaaaaaaaaaa.Chuva,caralho.E te digo chuva.¨$#$%*()&¨. Por que? Eu me pergunto, por que só chove nesta choça de planeta nos finais de semana? O jeito foi pegar o Expresso Inferno Embaixador, 35 revistas e 27 livros na mão, senta, poltrona janela. Mala detectado ao lado. Mala dos infernos em pé tagarelando s-e-m pa-rar durante 3 horas. Sr. deus, eu juro que nunca mais fico falando sem parar a ponto de incomodar as pessoas ao redor. Cheguei em Pelotas muito cansada e fula da vida e triste por não ter escalado, e tive a grata surpresa de a minha mãe estar me esperando na rodoviária, essa é a parte boa de morar aqui, coitada aguentou meu dia de mau-humor, que melhorou aos poucos claro.
Claro que de noite enfiei o pé delicadamente na jaca (como é isso?), encontrar a galera num churrasquinho e depois curtir uma festinha com direito a dois pra lá e dois pra cá no forró. Tá bem, não era só forró, eu admito, rolou até pagode (adorei).
E do monte de revistas que eu comprei pra ler no ônibus, uma foi aquele pacotão sabe, de revistas antigas à preço de banana. Go Outside a 9 reais com guia de equipamentos. Só que de setembro de 2008, né. Pobre é foda. Mas adorei o exemplar porque vinha com matéria sobre os destaques brasileiros nos esportes e entre eles nada mais nada menos que o Nicola Martinez, o Nic, escalador admirável, destacando suas inúmeras escaladas em solitário, base jumper, pessoa super simples e gente boa, de coragem comparada a de semi-deuses e não humanos. O cara é foda e adorei a matéria dele, principalmente na parte que a entrevistadora falou que ele espalhou suas cuecas e bagagem sem parcimônia para a revista do aeroporto, isso tudo de havaianas e cabelo moicano. Ou seja, mais livre dos preceitos da sociedade, impossível.
E também o que eu adoro de ler este tipo de revista mesmo velha, assim como toda leitura, não só revista, vale livros sites, eles nos inspiram, nos transportam a lugares que poderíamos ir, por que não? E eu fiquei babando com Courmayer, na Itália, com a Ultra Trail du Mont Blanc, em que competidores atravessam Itália, França e Suíça, no cenário sem fôlego e maravilhoso dos Alpes, 98km ao todo. A repórter Andréa Estevam relata sua persistência, não solidão e coragem em uma prova de 23 horas ininterruptas. Sonho mesmo.
Então é isso. A semana começa. Com o desejo que seja uma semana de coisas boas, preparatórias para sonhos bons, porque sempre depois de muito trabalho, projetos e estudos, temos que tratar sempre de ter aqueles momentos de tranquilidade, de explorar o novo, viajar e fazer o que mais gostamos.
Ah, claro e escalar quando não chove, não é :S
Beijos a todos

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