Muita coisa misturada...

A hora do cansaço
As coisas que amamos,as pessoas que amamossão eternas até certo ponto.Duram o infinito variávelno limite de nosso poderde respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,dar-lhes moldura de granito.De outra matéria se tornam, absoluta,numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,e todos nos cansamos, por um outro itinerário,de aspirar a resina do eterno.Já não pretendemos que sejam imperecíveis.Restituímos cada ser e coisa à condição precária,rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gosto ocrena boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

Carlos Drummond de Andrade
(Tenho usado as palavras do poetinha para descrever meus pensamentos de poesia...)

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