sábado, agosto 06, 2016

No habemus luz

Já se vão alguns dias da minha mudança e eu ainda acho que tenho mais de 100 itens, e não parei ainda pra contar. Mas tenho me desviado um pouco desse objetivo estando de volta ao ritmo total de trabalho. A vida de uma professora de yoga, ao contrário do que a maioria pensa, é deveras corrida. Eu acordo bem cedo e dou aula até bem tarde (21h) com poucas paradas de descanso durante o dia, horas essa que tenho ocupado com café e pretendo cortar essa extravagância calórica com urgência. Os ajustes, burocracias, consertos, encaixotamento, transporte, frete, instalações e incomodações da casa nova e velha parecem nunca acabar. Uma tarde inteira na companhia de luz e não vou conseguir ligar nada pois nao tem o poste, um caminhão de mudança pela segunda vez, e o armário tinha cupim e minha amiga coitada ficou sem armário, um teste no chuveiro instalado e a luz emprestada do vizinho cai por sobrecarga, para meu pavor e vergonha. Mas em compensação, comecei minha mega horta, tenho espaço de sobra! Consegui mudas de alface, alcachofra, cidrão, couve manteiga, repolho roxo (eu não gosto, mas são lindos), manjericão, pimenta e mais um monte de coisa. Meu pátio é enorme, tem até uma piscina antiga, e apesar da cor beringela é bem simpático. Hoje também comprei uma pipoca de microondas, e lembrei que não tenho luz, mesmo muito feliz de o dono da casa ter me deixado o microondas, então decidi fazer no fogo, o que resultou numa melecada e gordurosa pipoca doce, achei uma delícia. Chove bastante nessa tarde de sábado e eu ainda tenho uns cabides e outras sujeiras para tirar da casa velha, além de amanhã ir o cara do jardim e faxineira para a última retocada. 
Mas vamos as boas coisas. Li um artigo bem inovador sobre casas de papelão. Calmem, não será meu próximo passo, mas poderia, as wikkelhouses são construídas com blocos de papelão impermeáveis e de bom isolamento térmico. Por fora, ela é finalizada com madeira, mas mesmo assim o custo é relativamente baixo e o acabamento uma graça. Criadas pelo estúdio  holandês Fiction Factory são outra alternativa a serem estudadas, para cada caso uma escolha, e isto é animador. 
Eu confesso hoje estar um pouco cabisbaixa por estar sem luz, ainda tendo que lidar com caixas, roupas, arrumações e doações, mas pretendo me animar lendo o livro da Jessica Watson de16 anos, velejadora da volta ao mundo mais precoce, sozinha em um veleiro pequeno, ela com certeza deve ter passado provações bem maiores que essas minhas urbanas. 

Minha pipoca de microondas só que feita no fogo, uma delícia #sqn

Hoje tive que colocar minha antiga cama no canto, já que,não ficou pronta a suspensa, mas,confesso que foi uma delícia não ter dormido no chão 

Me sentindo forte em ter colocado a prateleira no lugar

Eu mesma fixei a luminária mais linda desse planeta, presente da querida Aline, do Seu Quintal Decorações. Usei martelo e persistência porque não tenho luz pra furadeira, ora bolas.

O fogo não pára nessa humilde residência, assim como o frio também não 
MINHA HORTA, MINHA HORTA, MINHA HORTA!!!!

Minha composteira, enfim vou colocar em uso meus conhecimentos do Mestrado! 

E não é a coisa mais linda da vida? 

Eu e minhas poderosas ferramentas.

Aqui tem lugar pra todo mundo ❤️













terça-feira, agosto 02, 2016

Faça você mesmo e se não souber, aprenda 😉


Aproveito uma incrível alergia regada a umidade e frio para atualizar o blog. Tudo está um pouco devagar, mas têm sido bom curtir o processo. Ainda não decidi como será a cama da minha casa box, se suspensa ou de pallets, o espaço é tão pequeno que tenho medo que a suspensa não dê lugar para nada embaixo. O custo é mais ou menos o mesmo, mas a de pallets eu mesma faria, o que daria um sabor diferente. Minhas roupas acomodei em uma prateleira que comprei de um senhor por 50 reais, enquanto não tenho habilidade suficiente para fazer a minha própria. No final de semana resolvemos ir para chácara levar alguns lençóis e livros que me seriam úteis por lá e acabei levando alguns enfeites, que ninguém é de ferro, mas que no final deram um toque importante e acolhedor na casa, já que esta era da minha mãe e não tinha nenhum pertence com a minha cara, apesar de estar tudo bem arrumado e bonito. Domingo de sol tomei coragem e abri o galpão, com tábuas caídas, muito pó, ninhos de pardais e...ferramentas. Preguei meu primeiro banco e consertei um machado antigo e me deliciei em saber que tenho DUAS furadeiras prontas para uso (ah, o acúmulo, viram como é difícil?). O mais empolgante foi juntar madeiras podres, poeira, ninhos e sujeira e, eu mesma, dar cabo de tudo. Como já disse meu sogro, não há o que não se possa fazer, querendo fazer. Eu sempre olhava reparos e limpezas a serem feitas e já pensava em contratar, um dia, alguém, e este dia não chegava nunca e eu acabava frustrada e triste por ver as coisas estragadas se estragando mais. Colocar a mão na massa, portanto, foi muito bom. Meu namorado também, conseguiu lenha para nosso fogo e ele mesmo com machado juntou e empilhou uma boa reserva para nossos próximos dias lá. Estávamos exaustos, sujos e felizes. 
Quando voltei para a cidade, miraculosamente, encontrei outro grupo de interessadas em marcenaria, e marcamos uma tarde para caixas, meditação e serras elétricas. Contatei também uma antiga e talentosa amiga que, pasmem, sabe até de elétrica e coordena uma hospedaria da bicicleta, onde pret do passar uns dias para aprender.  Li também sobre as casas de bambu do Cauac e do super lendário Rodrigo Primavera, de Santa Catarina, não havia me lembrado dessas alternativas, madeira com bambu, mas agora ela está aí, como mais uma possibilidade de construção e aprendizado. O Peu, do Amoreza, em uma conversa me deu preciosas dicas de telhado e madeira, e guardei-as com carinho, o brasilit não era e virou uma boa opção. E por último meu vizinho da Chácara, Seu Emílio, me alegrou dizendo que há em Santa Vitória quem trabalhe com telhados Santa Fé e que as antigas bolantas ainda são fabricadas em Santa Vitória. Mientras estudo tudo isso, moro na minha casa box alugada, onde espero todos para um mate, tenho dito. Bons ventos a todos e vou me despedindo, gripada, por aqui. 


Outro presente pra casa nova, da minha querida Tia Mila! 
Simplicidade e aconchego: isso eu aprendi com a minha mãe (Curral Alto, Chácara)
Camas de pallets, ótima alternativa

Ótima dica da querida Blé Binatti, da Hospedaria da Bicicleta, pra arrumar minhas ferramentinhas






quarta-feira, julho 27, 2016

Casa pequena, grandes progressos

Mudar é uma viagem sem volta, porque uma vez que você adota certos conceitos, tudo se modifica em você, e isso vale para seu tempo, seu ambiente, seus hábitos e resoluções. Parece exagero, mas me sinto mais livre, minha relação com minhas atividades e com tudo parece estar mudando, uma vez que tenho mais tempo  e estou me forçando a perceber muita coisa em mim que não percebia. Por exemplo, eu não preciso de muitos cremes e posso levar dez minutos para me arrumar, desde que não me importe com as combinações de cores. Outra coisa maravilhosa é que com poucas coisas e simplicidade consigo sentar para escrever e defino melhor minhas prioridades. 
Ainda não estou definitivamente na nova casa, hoje espero resolver os trâmites legais e ainda não tenho luz, mas ontem finalmente achei por direito tirar a placa de ALUGA-SE e gritei para o mundo que iria ficar ali. Também recebi um monte de material legal dos amigos pela internet sobre tiny houses e com isso resolvi eu mesma engatinhar nos primeiros reparos de marcenaria e elétrica. Meu namorado me deu um serrote, aliás também havia ganhado dele minha primeira caixa de ferramentas e um torno, meu pedido de aniversário, ele têm me apoiado em todos os detalhes de meus devaneios mesmo estranhando um pouco e isso tem sido muito acolhedor. Os comentários dos amigos em relação ao blog são maravilhosos e me sinto numa sala de visitas com lareira dividindo meus sonhos com amigos próximos e isso torna tudo mais interessante. Seguem as fotos dos primeiros momentos, bons ventos e nos vemos por aqui! 



Estes são todos os meus produtos de beleza, cosméticos e shampoo

Minha televisão improvisado até ligarmos a luz

Por aqui tudo aqui acaba em um foguinho, até na rua: fogão a lenha na varanda

Aproveitando de verdade o tempo livre
Eis minha casa box por enquanto! 
Uma das maravilhas que recebi dos amigos pela internet: um ebook só sobre tiny houses!!!!!







quinta-feira, julho 21, 2016

100 coisas e mil coisas pra lembrar

Como eu já contei por aqui, já me mudei trocentas vezes, mas não sei se é o passar dos anos, ou o apanhar pra aprender, fui juntando algumas lições e listas para tornar tudo mais fácil. Meu projeto atual ousado também está me levando a ser mais eficiente e prática, uma vez que tenho pouco tempo, pouco dinheiro e, bem, nada de espaço. Mentalmente também busco uma maior consciência de meus objetivos e esses devem estar bem claros antes de qualquer mudança, seja ela de situação ou de casa. Quero móveis caros ou úteis? Bonitos ou práticos ou os dois? Quero roupas que um dia posso usar ou somente as que realmente uso? Quero objetos de todo dia ou quero guardar os que tenho? São reflexões iniciais importantes para um primeiro passo. Junto a isso elaborei uma listinha mental para me ajudar nas decisões e para vocês acrescento as lições propriamente ditas. 
O frete é um ponto crucial no orçamento da mudança. Existem empresas caríssimas e fretes locais, baratíssimos e de confiança e você ainda estimula o local
Ao separar o que não quer mais pense: usei isso no último ano? Se não, doe ou venda.
Existem sites ótimos de venda, rápidos e de graça, desapegue.
Eu sempre achei que tinha que doar tudo, me sentia mal de vender algo usado, mas esse comércio paralelo é super justo e gratificante, você conhece pessoas e ajuda a movimentar seus objetivos e se capitaliza para seus próprios objetivos, nada mais gratificante.
Peça ajuda. Mesmo as pessoas mais próximas muitas vezes não imaginam seu trabalho e mesmo sofrimento já que nem sempre é fácil certas resoluções, divida suas alegrias mas também sua fragilidade, medo e não hesite em colocar todo mundo pra carregar caixas, eu errei nesse ponto e demorei a perceber que jamais conseguiria sozinha desta vez.
Pense em móveis práticos e com a sua cara, mas tenha paciência. Coisas vão surgindo e penso ser a melhor forma de montar uma casa assim, aos poucos. Uma hora você pega uma caixa e pinta, outra hora você adapta uma prateleira, compra uma cadeira, planta uma florzinha...
O movimento tiny houses preconiza que você tente pelo menos construir, reformar, planejar e arrumar algo por você mesmo. Eu infelizmente não cheguei nesse ponto já que a casa nem é minha, é alugada, mas tenho instintivamente lido sobre marcenaria, elétrica e, por que não? Um dia chego lá, todo nós podemos, acredite.
Por hora é isso, pois hoje pretendo finalizar a doação das louças. Quase não dormi por causa disso, acreditem, sou apegada em xícaras e panos de prato. Semana que vem farei a limpeza do quarto da bagunça da churrasqueira e estou tentando assimilar isso. Boa semana e Namaste 🙏🏻





quarta-feira, julho 20, 2016

Meu projeto Casa Box: Conforto e praticidade

E ontem a casa velha ficou vazia, e tive que levar tudo de caminhão pois ainda terei que negociar algumas coisas da casa nova mesmo, mas vamos lá, ainda beeemm longe dos 100 itens mas orgulhosa da minha mudança reduzida, em dez minutos minhas poucas caixas e dois móveis já estavam no lugar.


Também queria dividir meus achados sobre este projeto, fotos e ideias de marcenaria, um grande incentivo para quem pensa em se mudar ou se animou a reduzir seu espaço no mundo. São móveis que podem ser executados em cedrinho ou até pinus, o que não é ecologicamente correto mas é bem baratinho, alguém saberia outra alternativa mais sustentável? Olhem as fotos e vamos dando uma olhada.


Outra dica boa é procurar locais de assistência, hospitais e amigos que fazem voluntariado para receber coisas que não precisamos. Eu tive a sorte de uma amiga estar trabalhando para o Hospital Santa Casa de Pelotas e doarei roupas e louças. Outra amiga tem uma história muito legal com a mãe, ela trabalhou por anos em uma escola e agora, com a ajuda da filha, têm se organizado para ter seu próprio negócio de moda online. Comentando com ela meu desespero com as roupas, combinamos uma parceria.
Dormi também ontem na casa da minha mãe, estava exausta, física e psicologicamente. Chegando lá observei a praticidade na arrumação das coisas aliada a beleza e estética. Consegui sair em 20 minutos de manhã pois tudo tinha seu lugar, tudo estava em ordem e eu acho que quando você vive em espaços reduzidos esta deve ser sua maior preocupação para que você consiga ter o mínimo comforto com eficiência. Finalizo hoje o dia com otimismo e alegria:  já tenho caixas na casa nova e lenha, e já fiz reparos na cerca com arame e meu alicate, tudo simples e barato. E minhas roupas se resumiram a duas caixas. Bingo!!!!










segunda-feira, julho 18, 2016

Mudanças


Hoje me animei um pouco ao ver algumas coisas dando certo, como terei que ficar com alguns móveis, tive a ideia de pedir pro cara que vai fazer a mudança e a pintura da casa, repaginar uma estante dando uma tinta amarela, gastei 30 reais e tenho um móvel novo! O serviço dele custará 400 reais (consertos da casa velha  + consertos casa nova + estrado da cama + pintura casa velha) e as tintas mais material sairam 200 reais. Por enquanto ganhei 500 reais nos móveis então ainda preciso me mexer se quiser não gastar muito. Querem saber quanto custa uma mudança: 60 (vistoria), 50 (frete), 400 (mão de obra), 200 (tinta) e ainda estou prevendo o aluguel antigo + aluguel novo, já que pra entregar a casa preciso pagar e mais algumas coisinhas de material e mudança, mas até que não é muito já que economizarei um bom dinheiro por mês com o aluguel mais barato. O desesperador é mesmo a arrumação de caixas e roupas, eu juro que tenho vontade de espernear, chorar, sair correndo. Mesmo já tendo um destino, eu preciso separar o que vou levar e isto está dando um trabalho danado. Eu já me mudei DEZENOVE VEZES na vida e sempre sozinha. Sempre sobrou pra mim desde a primeira mudança negociar móveis, encaixotar tralha, pintar, pagar. Lembro o primeiro pintor que consegui, troquei a pintura por um armário antigo e ele pintou a parede, o carpete, os interruptores e até ele mesmo, se duvidar. Uma semana da minha defesa de mestrado e eu só chorava copiosamente quando uma paciente dona do imóvel me ligou pra contar com delicadeza o ocorrido, tenho até hoje vergonha dela, uma pessoa educadíssima, amiga e querida, graças a deus. Uma das mudanças trágicas minha melhor amiga foi comigo. Eu morava com meu namorado na beira da Lagoa do Peri em uma casa cor lilás de madeira e ao fim do relacionamento sobrou pra mim juntar os (muitos) trapos, panelas e roupas, sempre elas. Outro mudança a dona da casa me trancou para fora no dia do caminhão e eu assustada e sem entender nada chamei o chaveiro,que só abriu com a polícia e com o vizinho, que depois me contou que ela tinha depressão e toda aquela situação tinha mexido com ela, imaginem. Mas também tinhas as boas e engraçadas, quando eu e minha melhor amiga, de novo, resolvemos ir morar na praia, achamos um condomínio só de gurizada, e dali eu ainda morei em uma cabana de madeira por um mês com peixes na piscina, da dona, não meus. Morei de favor por alguns meses numa santa e paciente amiga, antes de vir pra Pelotas, e em Pelotas morei na minha irmã um mês e acho que alguns dias também na minha mãe. Morei na casa de praia da minha irmã e em uma casa de madeira de aluguel barato e frio patagônico e num apartamento kitinete com dois cachorros em Pelotas. Mas a melhor lembrança, de longe, um lugar chamado, Cova Funda, e se chamava assim porque era nos fundos de uma pedreira, no rio tavares, em floripa, e eu escolhi entre várias casas iguais, uma amarela, dois pisos, de madeira, escada Estilo Santos Dumond, e as melhores festase amizades que já vivi. Quem conheceu sabe bem do que estou falando, fortes laços se formaram ali, e tenho certeza que jamais esqueceremos tudo de bom e alguns momentos difíceis, toda a ajuda, a alegria, os risos, os namoros, os filhos, os cachorros, os mates, como era bom. Quando chovia não conseguíamos sair, mas isso não tinha o mínimo problema, e muito saímos juntos pra surfar ou viajar ou sair, ou simplesmente conversar, almoçar e tomar mate. Mas voltando aos dias de hoje, a última mudança que fiz foi dolorida e sozinha, mas uma vez juntava os cacos, recomeçando, mudando de cidade, e tentando outra vez. Jogava fora o que não servia, tirando velhas cascas e trocando a roupagem, por dentro e por fora, e é isso que espero fazer agora. Por uma vida mais verdadeira e melhor, e, mais feliz. Vamos lá, de novo, me desejem sorte e obrigada pelo carinho e leituras, Namaste.
Que tal a tarefa do dia?

Vazio, mas quentinho e com estilo, por favor.

sábado, julho 16, 2016

Meu Projeto Casa Box: segue o baile


Minha semana seguiu entre caixas, descontroles, ansiedades, afazeres,custos, muitos custos,  mas muito feliz. Estou realizada de estar tendo coragem de mudar radicalmente meu estilo de vida, e tenho focado nisso quando surgem as dificuldades, que são muitas. Parece mentira, mas custa caro se desapegar, tempo e dinheiro, mas vou tirar de letra, tenho certeza. A internet vêm sendo uma importante aliada, tanto nos anúncios quanto em ideias, mas principalmente na motivação. O vídeo abaixo me trouxe mais embasamento para minha decisão, como nunca havia pensado na segurança imaginária que nossas objetos nos trazem? E também têm sido uma importante companheira, já que quando tomamos uma decisão na nossa vida, envolvemos as emoções de todos a nossa volta, modificamos ao redor, mas nós estamos incrivelmente sós com nossas consequências, e isso também é um grande, apesar de dolorido, aprendizado. Ontem consegui desligar um pouco assistindo o jogo de futebol do time do meu namorado, ele é treinador, e me envolvi na cozinha do bar beneficiente das mães, coloquei a mão na massa e tudo, tagarelei, ri, e corri atendendo clientes, enfim, adorei ajudar. E notei que eu estava de All Star, calça de abrigo e blusa colorida, sem preocupações de estar montada ou arrumada, ou preocupada em como me vestir, estava simplesmente vestida e simples, e isso era muito libertador. Hoje será um longo e lindo dia, estou morta, exausta, dedo machucado e enfaixado, dor nas costas, contas pra pagar, luz para ligar, mais prontíssima para o que vier. Namaste. 






quinta-feira, julho 14, 2016

Teceiros dias


Pra todo mundo que soube ou leu, a vida segue, e a minha também. Mas de maneira impressionante, tudo flui para nossos objetivos quando estamos na direção certa. E como uma amiga maravilhosa me disse, quando estamos com medo, é porque aí estaremos bem. Então hoje acordei cedo para dar aula, começo às 7h e consegui correr ao meio dia, conversando só sobre isso, claro. Trabalhei toda a tarde e acho que também conversei sobre isso, aluno por aluno, como seria, pra quem vender isso e aquilo, que o ponto era ótimo e que eu iria vender meus móveis e a maior parte dos meus pertences, inclusive um bote inflável. Sim, eu tenho um bote inflável, 4 remos e uma cama de montar. Busquei a chave a tarde e marquei com uma moça que faz limpeza para a limpeza pesada, já que mesmo tendo poucos metros quadrados e uma peça só, ela está há uns bons anos parada e eu sou muito desajeitada para vidros e paredes. Então busquei várias caixas e passei o dia respondendo anúncios da OLX, mas quando cheguei em casa quase dez horas da noite, deu uma nostalgia boba e parei pra pensar como algo tão simples, mudar de casa pode envolver tanta coisa dentro e ao redor da gente. Geralmente eu nem paro pra pensar nessas coisas, vou seguindo como se estivesse numa esteira rolante, mas resolvi me permitir, que também é o objetivo de tudo isso, analisar. E claro, muito ruim, percebi os momentos que tive na minha sala, os livros, as roupas, de novo as roupas, e começou aquela canseira danada, e sentimentos, ah, isso eu TENHO que levar. Já no outro dia acordei exausta, dormi pouco e de maneira agitada, e depois da aula fui entregar minha torradeira. O medo segue, e só vai acalmar quando eu concluir tudo, mas aprender a paciência vai ser importante também. Eu quero sair dessa experiência mais leve, deixando tudo para trás e realmente de olho em um RECOMEÇO, mas é difícil pra quem olha de fora entender ( que é que tem vender alguns móveis?): são recordações de viagens, de pessoas, coisas que me fiz acreditar que 'um dia eu irei precisar', e colocar tudo numa caixa e virar as costas parece que não mas é complicado. Se tudo isso sumisse seria mais fácil, mas sei que vou perder alguns dias nessa tarefa física e psicologicamente árdua. Mas deixando o drama para trás, eu tenho lido muita coisa legal sobre o assunto, e para quem não conhece, e os amigos têm me perguntado, o que é Casa Box? Ou o que é o Projeto 100 itens? Casa box é o apelido que dei a minha casa porque ela é do formato de uma caixa, uma peça e banheiro, que hoje vi, é minúsculo, mas tenho um pátio amplo e tudo mais que eu preciso, ótima localização inclusive. Como eu disse no outro post, a decisão de reduzirmos itens de nossa casa, como roupas e coisas que não usamos, abre espaço para prosperarmos em outras áreas da nossa vida, faz a energia fluir, e permite foco no que realmente importa, que vai variar enormemente de indivíduo para indivíduo, o que para um é essencial para outro é futilidade, um pode ter um barco e morar numa garagem, ter piscina, mas não ter roupas, ou ter um carro bom e uma casa pequena, e cada um sabe de si, suas necessidades e alegrias e descobrir isso penso ser a grande sacada, a eureka da vida, o santo graal. O que será que me motiva, me faz sorrir, me faz sair pra trabalhar todos os dias, me relaxa ou me faz sofrer? Parece barbada, mas sei de miles de gente, inclusive eu, que não se conhece, não sabe nem que música prefere ou como prefere seus ovos no café da manhã. É um aprendizado diário, um olhar pra dentro, e como diz a Monja Coen, dói demais mas cura. 
Sigo então por aqui, comemorando, tremendo, reduzindo.
Minha primeira venda!!

Companheiro inseparável! 

quarta-feira, julho 13, 2016

CASA BOX: Segundo dia


Mais um dia de muitas tarefas, anúncios, fotos, confusões. Organizar não só a casa, mas a cabeça para um novo estilo de vida leva tempo, mas confesso que o tanto que tenho que organizar a casa e o resto não me deixa desorganizar a cabeça. O carinho das pessoas têm sido tão intenso e acolhedor que me sinto completamente segura e com aquela sensação de vai dar certo. Eu acho que as vezes nao imaginamos como ajudamos um ao outro e cada um que me mandou mensagem nem sequer imagina o colo que me deu, a alegria, a mão para a mudança. Eu tenho medo sim, de não conseguir vender tudo e não ter o que fazer, da casa ficar inabitável, de eu não alcançar o estilo de vida que quero e ao invés de simples virar uma bagunça. Mas juro que meu maior medo se chama ROUPAS. Que que eu faço com toda aquela roupa no guarda roupa? Como vender? Eu terei que lavar, dobrar, passar e arrumar pra vender? E doar pra onde? O lavar e dobrar já é motivo de pânico pra mim. Meu sonho: ter um móvel de gavetas com meia dúzia de roupas auto limpantes. Certo, deixemos o auto limpante. Outra coisa delicada, mas que ao mesmo tempo me motiva, são as críticas e descrenças de alguns, poucos, graças a deus. Mas aí escutando e analisando uma a uma você se dedica a fazer da melhor maneira possível, pra pensar assim, eu posso e vai dar certo, é assim que eu quero viver e tem um propósito. E serve então pra você questionar seus reais motivos e objetivos e estando tudo mais claro, tudo se torna mais real e verdadeiro. Eu por exemplo não estou fazendo um voto de pobreza, como muitos pensam. Bem pelo contrário, eu busco SIMPLIFICAR, justamente para prosperar. É ter menos para eleger prioridades, para ter organização, limpeza, sanidade. Pra ter tempo de ler um livro, ao invés de tirar pó. Para me livrar de carmas, energias, pesos oriundos de objetos que já serviram agora não servem mais. É ter (poucos) móveis, mas coloridos, pequenos, bonitos, com a minha cara, úteis, práticos e até, por que não, feitos por mim. É ter pouca roupa, pra lavar menos, perder menos tempo escolhendo, e, principalmente para me preocupar menos com isso, roupas.
Estou animada para hoje, será o dia de limpeza da casa nova e já consegui resposta de três anúncios na OLX, incrível este site de desapego, a moça do sofá que me indicou e adorei esta troca, esta ajuda, tudo conspirando. Burocracias e dinheiros a parte (a casa antiga me cobrou até seguro incêndio) vou seguindo e dando notícias por aqui, obrigada de coração pela força, agora não desisto mais !!!! 😊🙏🏻

Essa é toda a louça que vou levar. O móvel está a venda, quer? ☺️


Este ganhei emprestado em hora boa, um dos preceitos mais importantes do budismo é o DESAPEGO

🙏🏻💟



segunda-feira, julho 11, 2016

Meu projeto CASA BOX: Vida Simples

E hoje começou meu primeiro dia de uma decisão: simplificar no menor número de itens possíveis minha vida. Um amigo depois do último post do blog me enviou um artigo contando de projetos nesse estilo, 100 itens pra viver, 30 roupas ano, e vi uma verdadeira montanha de vantagens e possibilidades nessa escolha. Mas confesso, é difícil, mentalmente e socialmente sofrível. Passei o final de semana meio que refletindo e, consequência ou não, fui para a chácara que era do meu pai e agora é minha, e ele sempre optou por simplicidade na vida, me trazendo grandes lições nesse sentido. Meu pai usava um freezer horizontal e fogão a lenha, dirigia um fusca com a janela quebrada e usava bombachas e chapéu de palha. Com minha mãe aprendi que podemos nos cuidar e amar, priorizando conforto, beleza e mimos, e nesse contraponto é que cresci meio confusa, pretendendo agora me equilibrar. Então caminhei com a mesma roupa o final de semana inteiro e já aproveitei pra deixar por lá minhas botas azuis uruguaias e meu aparelho de DVD. Aproveitei também pra fazer crochet, ler, conversar, cozinhar (surpreendente) e apreciar o fogo. Ao chegar na cidade fui lá fechar o contrato da nova CASA BOX. E desaluguei a minha de 4 peças +pátio e churrasqueira. E comecei tirando fotos dos móveis, já que pretendo vender todos. Os livros levarei para a chácara com algumas toalhas e lençóis que lá fazem falta, e terei a tarefa árdua de separar: louças, eletrodomésticos, roupas, bote inflável, cadeiras, caixas e nem sei mais o que me espera. O mais curioso é se observar na reação das pessoas. Eu sempre tive dificuldade em desapegar, sempre achava que não valia a pena vender, que era bom, que queria levar, que não valia emprestar nem doar. E lá se foram mais de dez mudanças levando um caminhão de coisas sem pensar se valia a pena ou não, simplesmente me agarrando naqueles móveis e lembranças. Então quando ouvi, não vende isso pelo amor de deus, ou, eu não vou te emprestar meu DVD quando você precisar (esta foi a melhor), eu simplesmente sorri e percebi que internamente a mudança já havia começado e eu já estava pronta para deixar um monte de peso para trás. 

Por aqui vou tentar dividir esta nova fase. Novas energias e um bom recomeço.



quinta-feira, julho 07, 2016

Bons ventos

Eu sempre senti que pertencia a água, desde muito cedo, 15 ou 16 anos, caminhava na praia no final de tarde e repetia para mim mesma...vou morar perto do mar, algum dia e para sempre. Já no Mestrado me incluía nos embarques dos projetos das amigas e o doutorado fiz em Oceanografia. Mas agora, ao me tornar Professora de Yoga, morando na beira da Lagoa, senti que era a hora. Quem sabe um dia morar em um barco? Quem sabe um dia (em breve) viajar de barco, sozinha, desbravando medos e ventos? Quem sabe pertencer aos mares, definitivamente? Mas em meio a todo esse devaneio me dei conta não saber nadar nem velejar. Sim. Eu tentei natação por anos, obrigada pelos meus pais, e só o que consegui foi problemas respiratórios e a vergonha daquela touca na minha cabeça de cabelos secos e hormonalmente rebeldes. Bem, ainda me restava o seguinte, digamos, detalhe de não saber nem a rosa dos ventos.  Comecei a conversar com amigos, irmãos de amigas, desconhecidos, menos a família, pois eu temia (reais) represálias. Comecei a assistir vídeos maravilhosos de pessoas morando ou alugando barcos, e internamente, mesmo sem falar nada pra ninguém, começava em mim essa movida. Eu olho minha casa enorme, abarrotada de móveis, livros, roupas, enfeites e coisas esquecidas e com pó. Eu canso meus braços e gasto todo o meu dinheiro e tempo precioso limpando, arrumando, colocando (tentando) essa montanha de coisas em seu devido lugar e nunca elas têm lugar, ou seja, um gasto intenso de energia. Eu sonho em viajar e levar uma vida mais simples, sendo feliz com pouco, mas parece muito difícil começar, aliás, por onde começar? Então liguei para me matricular, finalmente, em uma Escola de Vela, a Sotavento. O segundo passo, mais inesperado, foi me mudar para uma casa loft, tinny house, ou garagem mesmo, e das pequenas. Um grande terreno, um aluguel bom e uma vida mais simples, ainda não ideal, mas já irei reduzir em 70% meus pertences. Tudo ainda está acontecendo, mas já me sinto mais livre e não páro de pensar um só minuto no vento no rosto, na atenção dos meus olhos na água, na mão escorregadia no leme que insiste em fugir na minha inexperiência, e no sol torrando meu rosto me trazendo a aparência tão desejada de uma velejadora real e experiente. Soube que poucas mulheres se aventuram na minha cidade e outras muitas até moram em seus veleiros, como a Cristina Amaral e a outra do episódio #sal, série de vídeos viciantes no youtube, tudo bem inspirador. Também estou animada em ter meu dia livre e sem cama para arrumar ou móveis para trocar de lugar e também para decorar tudo do meu jeitinho, colorido, pequeno, aconchegante.
Meu primeiro dia de velejo sozinha me senti o ser vivo mais feliz de todo o universo. Meu professor começou a arrumar o bote com motor e eu logo entendi que o dingue seria só meu, eu teria que engolir o medo e pensar no que fazer. Algumas bóias atropeladas e um jaibe ousado, espero que jaibe se escreva dessa maneira, saí com um sorriso enorme e pronta para outra. Cabos, moitões, velas, muita coisa para aprender. O próximo velejo seria no barco que eu conseguisse ter autonomia para montar sozinha. Eu tentei então colocar o mastro do dingue sozinha, muito pesado, não consegui, então o Laser Pico seria a próxima opção. Eu me dei conta que poderia devorar a apostila, decorar o nome dos nós, cabos e direções do vento, o que contava era minha entrega e sensibilidade, além da prática e consequente tranquilidade. Rajadas de vento me levaram a adernar um pouco e eu soltei um ãaaii medroso. E se eu caisse? Então pra responder minha pergunta eu caí mesmo, de boné e dez graus no sol em uma manobra mal feita. O medo era de não entrar nunca mais ar nos pulmões, o frio me paralisava  junto talvez a adrenalina do desconhecido. O Rodrigo calmamente me instruiu a segurar a bolina e virar, sem maiores dificuldades, o barco de volta. Eu não sentia mais frio, e pensei alto, agora eu vou conseguir, e velejei mais algumas horas, já calma, realizada e feliz, certa de ter encontrado o meu lugar no mundo.














segunda-feira, maio 09, 2016

Somos todos GUERREIROS (Arno Ilgner)

Cheguei na tarde de sábado ensolarado na Capital, exatamente como tinha imaginado. Um dia antes coisas negativas aconteceram e pensando bem, todas essas interpéries levaram aos acontecimentos perfeitos do meu final de semana. Minha amiga Nívia me buscou na rodoviária, e nos dirigimos em meio ao trânsito desarrumado de Porto Alegre entre conversas e lembranças. Subimos até seu apartamento no Bairro Bom Fim, e com um mate encontramos nossas outras amigas das montanhas, dessa vez sentadas e tranquilas no Guaíba. Vestíamos roupas coloridas, bolsas, cabelos soltos, muito diferentes de nossas imagens comuns. Eu calçava botas, mas mantinha a mesma jaqueta surrada com um furinho no cotovelo, o qual lembro exatamente onde o consegui, na via Obrigado Pela Vida, em Caçapava do Sul, uma das poucas vezes que estive lá. Finalizamos o dia com um café e um brioche em um dos muitos cafés espalhados por essa região linda de Porto Alegre. 
Minha cabeça estava decidida a realizar este curso. Mesmo não estando treinando e nem escalando eu havia percebido a importância da escalada na minha vida e estava disposta a me aproximar sempre das coisas importantes para minha felicidade. Chegamos em Ivoti bem cedo mas Arno, Gabriel e Betina chegaram em seguida com o resto da turma do domingo. Arno é um escalador do Tenessee, Estados Unidos, e decidiu após brigar com os preceitos da sociedade e um ego esmagador comum a todos nós mortais, seguir o caminho do guerreiro, o caminho da paixão, da vida, do viver para realmente viver e não assistir aos dias como à um filme entediante. Com 35 anos abandonou seu trabalho e começou a estudar para depois de algum tempo, ensinar O Caminho do Guerreiro e tornou-se escritor e Mestre de muitos e muitos escaladores em todo o mundo. Cabelos brancos, olhos azuis profundos, um riso contido e fácil, mãos de escalador, uma calça larga preta e a camiseta do curso. Gabriel, seu trainee e nosso tradutor, nos deu as boas vindas em português em seu jeito amineirado e tímido, centrado e concentrado em sua tarefa, como aprenderíamos ser o jeito certo de levar as coisas. Subimos a trilha rápida do Behne em passos ansiosos e as cordas já nos esperavam em top rope. Eu sentia minha respiração asmática ansiosa dar seus primeiros sinais adolescentes que eu estava sim muito feliz de estar ali, participando de um acontecimento tão legal para minha formação, como pessoa, como guerreira, professora e apaixonada por escalar. O primeiro passo era se apresentar e eu ensaiei um inglês curto e atrapalhado, mas em seguida conseguiria me soltar mais. Minha dupla escolhida era um rapaz simpático, sério e interessado, e nossa via um sexto, a do porco, eu pulei a parte da escalada pra concentrar meu esforço na técnica que tínhamos aprendido, e ouço Arno me dando as primeiras instruções. O curso consistia em longas conversas teóricas onde sabiamente os Instrutores nos levavam a refletir antigos conceitos de Atenção Plena, Controle da Respiração, Consciência Corporal, Samurais e olhos no momento presente. Mas tudo isso caindo, respirando, movimentando os braços corretamente, dobrando os joelhos para diminuir o impacto e, principalmente, sem medo, sem ego, com total racionalização e atenção na tarefa CAIR, como deveria ser em TODA via, toda tarefa e em toda nossa vida. 
Mas seus ensinamentos para mim foram muito além, me trouxeram junto com seu livro foleado e saboreado no ônibus de volta, um sentimento pleno de tomar consciência e responsabilidade por nossas decisões. Trata de, com determinação, sem levar em conta a famigerada voz de nosso ego insistindo para ouvirmos preconceitos, regras e maneiras de se fazer, tomarmos nossas próprias decisões movidos unicamente por nosso eu interior. E, uma vez tomada nossa decisão, seguir pacientemente, em passos pequenos, ampliando nossa zona de conforto, focando tarefa por tarefa, curtindo o processo, até a obtenção de resultados.  Seja na vida, na escalada, escutamos o tempo todo como e de que jeito devemos fazer, nos comparamos o tempo todo com os outros, com o que éramos e cobramos o tempo todo, em nosso trabalho, em nossa relação, EM NOSSOS PROJETOS DE VIDA, em uma via, o controle, o certo (o que é o certo se não o que está em nossos corações?), o êxito, e desacreditamos totalmente como somos únicos, especiais, e como devemos nos divertir, e muito, em TODAS essas experiências.

Cheguei em minha cidade completamente refeita, completamente distinta da ALESSANDRA do dia anterior. Finalmente havia percebido o tanto que me boicotava para não falhar, o tanto de tempo indo atrás da aprovação dos outros e mais outro tanto sem saber escutar MINHAS vontades, MEUS objetivos, além de não lembrar de alguma tarefa que tenha sido com completa determinação e atenção. Certa da guerreira que sou, livro em punho e coração tranquilo, dormi o sono dos samurais nesse dia: pronta para uma nova batalha e certa da minha indiscutível vitória.

Bons ventos! 
El Mate

THE Guy

Almas

Saindo cedinho

Aquelas manhãs que só os escaladores conhecem

O time